Mostrando postagens com marcador De pai para filho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador De pai para filho. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Perder e Ganhar II


As guerras como um todo mudaram. Mas há quem diga que os treinamentos de soldados americanos são baseados nos dos espartanos, que fizeram sucesso há mais de quientos anos antes de Cristo. Diga-se ainda que o exército israelense copia, nas lutas armadas, alguns gestos dos romanos... E daí por diante. Mas e daí?

É admirável, claro, mas o que podemos ganhar com isso? Se, por exemplo, copiarmos eternamente as estruturas das casas antigas, não quer dizer que todas elas tiveram (ou terão) o mesmo objetivo... Ou seja, no quesito guerra, os soldados americanos podem até mesmo vestirem-se tais quais os espartanos, o que seria ridículo atualmente, todavia, nunca seriam espartanos em luta, em força, em ideais, em comportamentos...

Na realidade, nesse aspecto somos excelentes. Sempre queremos ser iguais aos grandes – desde pequeno – no falar, no gesticular, até mesmo no andado, mas nunca seremos o que copiamos (ou quem copiamos), mesmo porque biológica, física, psicologicamente seremos diferentes um do outro sempre...

Mas não era isso que eu ia expor, e sim algo em que podemos nos espelhar, sempre, de maneira que possamos seguir os mesmo caminhos, e, quem sabe, ter a mesma força, as mesmas ideias. Para isso, temos que ter outra visão. E mais, levar em consideração vários aspectos que no passado foram considerados, desconsiderando alguns do presente, entre eles, o conceito de religião, política, família, sociedade...Iiiiiih, acho que me refiro aos pilares do mundo moderno, não? E o era do passado, também. Contudo, possuíam neles, em todos, a religiosidade – diferentemente do que conceituamos hoje, pois sempre confundimos com religião.

A religiosidade incluía tudo. Política, Guerra, Família, Sociedade, tudo. Não era algo isolado. Em todas as batalhas se orava ao deus Marte; em todas as famílias, o deus Lar e assim por diante. A religiosidade permitia o guerreiro, o pai de família, os cidadãos, até mesmo os inimigos estarem ligados a um Ideal pelo qual viviam. E isso era o que distinguia e distingue o ser humano na hora de perder e ganhar. No passado, graças a essa filosofia, sempre ganhavam; por isso não havia pena, dó, compaixão... Pois sabiam que acima deles havia uma lei que os reconhecia como tal, dentro de sua natureza e capacidade.

Mas, como eu havia falado no texto anterior, os ideais do passado eram, antes de tudo – mesmo debaixo de flechas –, ser um pouco mais humano, com amigos, inimigos, em guerras armadas ou não, mas sempre sendo um pouco mais humano...

Nas Termophilas, quando os grandes soldados de Leônidas iam para o fronte, oravam a céu aberto, às estrelas, pedindo aos deuses que os levassem depois da batalha -- não porque eram suicidas --, e sim – porque era (e é) humano orar aos deuses, a deus, em qualquer cultura, a fim de que aquele ato de guerra não fosse apenas instintivo, animalesco (pois os animais não oram). Se sobrevivessem, agradeciam e faziam a honra ao deus e ao inimigo.

Perder uma guerra é demasiado triste, principalmente quando a derrota é para um país forte, com potencial bélico como os Estado Unidos, França, Inglaterra. O sentimento é natural a todas as nações que não possuem notoriedade física. Assim não era na antiguidade...

Quando Roma e seus exércitos caminhavam para o mundo-novo, seus adversários guerreavam para que nada disso viesse a se realizar, mas, ao contrario fosse, não havia a dor, nem mesmo a vergonha de se entregar como derrotado aos romanos, pois, pelos princípios ali adotados, sabiam que Roma não era imperialista da maneira como são determinadas nações atualmente, mas um país que respeitava a religião, a política, os cidadãos, a cultura, enfim Roma era uma hospedeira louvável.


Hoje


Hoje, quando o sentimento de "patriotismo" faz países atacarem um ao outro; quando o sentimento de “liberdade” o faz embarcar nas costas de um país quase derrotado pela natureza; quando a desculpa de levar a Democracia aos países ditos ditadores pelos ignóbeis governos leva milhares de pessoas a acreditar nisso... Eu digo: perdemos.




quinta-feira, 16 de julho de 2009

Em Nome de Deus


Sabemos que no passado a Igreja assassinava em nome de Deus: quem não fosse seu adepto, seria queimado, torrado, mas não esquecido. Há muitos que não foram adeptos, como o herói Giordano Bruno, em sua saga particular, levado ao extremo do sacrifício somente para fazer parte de uma grande mentira à qual teria que ser obedecida.

O tempo se passou. Não temos mais a Igreja que nos ameaça com tochas embaixo de nossos pés, mas temos uma cultura que nos execra se pensarmos contra o que nos é imposto. Não querendo me referir a esse tipo de restrição, nem mesmo falar acerca dos valores cléricos atuais, mas sim de uma cultura corrosiva, a qual, como no passado, nos lacra as possiblidades de viver em função do Bom, Justo e Verdadeiro. Falo dos meios televisivos e de outros meios de comunicação, que, embora tenham serventia válida para determinados fins – como alguns programas, que não são a maioria, -- nos joga cachoeiras de inutilidades das quais não se pode tirar nada, nem mesmo criticar, pois há simpatizantes dentro desse meio. A força é mesma do passado. Apenas não percebemos.

O show de horrores começa quando ligamos a TV, às seis e meia da manhã. Percebe-se, pode acreditar, que há competição de como e quem mostra mais pessoas mortas na cidade e no país; algumas lançam jornalistas quase dentro do corpo do defunto, antes mesmo da perícia, com intuito de demonstrar a agilidade e competência da emissora em relatar, in locu, o féretro que necessita urgentemente ser retirado das ruas; mas, como se pode perceber, até mesmo a cultura pobre, nos permite pensar que o cadáver ficará ali somente para ser observado por todos, até o último candidato a choro observar, e logo após o último detalhe da última emissora ser levado ao ar...

Nos desenhos que vão ao ar por voltas das nove e meia, a violência virou brincadeira de criança. Sem exagero, os cartunistas capricham nos sangues dos personagens, os quais fazem rosto de homem sério, não de criança, nem mesmo de adolescente, mas de homens maus, cruéis, dos quais saem palavras fortes, que, para uma criança de nove a dez anos, tenho a certeza, apenas dos pais se podem ouvir.

Mas vamos mais além. Nos programas vespertinos, jovens de todas as idades falam gírias incompreensíveis naturais da língua, mas, ao que me parece, nem mesmo em outro planeta se pode compreendê-los. Mas quem liga para isso, quem liga para uma cultura esfacelada, e quem sabe o que é cultura, e além, o que estamos fazendo aqui assistindo a esses programas, e por que não estamos jogando uma bola, correndo, vivendo, vibrando com a vida em nossas veias, e se emocionando com as coisas belas da vida?

Ao que nos parece, a propaganda contra ao que nos é de direito ainda é pobre. Rica é a cultura das cinco e meia para seis da tarde, na qual mostra pessoas relatando seus problemas, caseiros, individuais, em nome do belo dinheiro, a um apresentador que, se fosse em um determinado país, já tinha sido enviado para a linha de execução por matar gerações e gerações de jovens com sua infeliz presença, quiçá com o diz.

Nossas personalidades, incitadas com os conflitos alheios, iniciam um processo de bestificação. Queremos a qualquer custo alguma coisa para criticar o próximo – seja irmão, amigo – a fim de saciar a sede do mal que há em nós. O processo é lento e mascarado, pois podemos jurar que o que fazemos é certo e não fará mal algum, nem mesmo às crianças que a eles assistem.

Porém, não gostamos de comer baboseiras, não gostamos de dormir em espinhos, não gostamos de ter pesadelos, não gostamos de qualquer mal visível, correto? E o mal invisível, quem poderia distingui-los? Onde está? Será que o demônio só se encontra nas veias do fiel que cai pedindo ao pastor que o deixe de qualquer maneira?... Será que o mal é somente quando a morte roça em nosso pescoço nos momentos mais difíceis? Acredito que o mal também é uma questão de escolha involuntária que fazemos. Às vezes está tão perto de nós quanto uma pessoa querida. O mal pode estar todos os dias se propagando nas primeiras fileiras dessa guerra não declarada, mas que, no fundo, sabemos que ele está ganhando.

As TVs, não sei qual é o propósito, mas, em nome da educação, do amor, da juventude e da alegria, transformam nossos dias em puros filmes de terror, nos quais os personagens somos nós mesmos. Pois tudo que se introspecta na vida real faz efeito em nós, tão fortemente quanto um beliscão, ou um puxão de cabelo, mas não sentimos... Será por quê? Talvez ficamos adormecidos pela grande propaganda dos desenhos, novelas, filmes, programas apelativos, que tanto há anos nos destroem a alma...

Renovemo-la! Lutemos até o fim de nossos dias, sabemos que podemos contra todos e contra tudo. Sabemos o quanto é difícil, claro, pois temos poucas armas, mas temos a principal e mais infalível: o coração, ainda fértil de terras onde se pode plantar bons frutos, como o amor a livros e músicas clássicas; plantar uma educação, ainda que para o nosso meio é caipira é antiquada, como por exemplo, sorrir com o sorriso de seu filho, seja ele pequeno ou grande; ser amável, ainda que uma forma imatura de lidar atualmente com as pessoas. Abraçar seus pais, beijá-los; colocar em diários o que podemos fazer de bom para os próximo amanhã!

Enfim, propagandear seus próprios ideais de humanidade, antes que acabemos com o mundo e sejamos mais um a espera do fim, sem mesmo fazer algo para que um dia houvesse um bom começo...

terça-feira, 7 de julho de 2009

Herança Bendita


Filhos, sempre eles! O que faremos com esses pequenos seres humanos, que nascem, nos dão alegrias; crescem, e nos dão agonia? A razão pela qual criamos todos eles está em uma pequena palavra. Amor. A mais nobre palavra e a menos compreendida de todas. Todas as tendências nos levam a crer que, se houver um apocalipse, e todos forem por água abaixo ou fogo acima, ainda sim, não saberemos vivenciá-la. Tudo porque nossos filhos são nossos filhos, mais nada.

Quem poderia (pode) escrever melhor acerca disso é a mulher, que se joga no fogo, nas águas, no embrião do vulcão simplesmente porque ama seu filho. O homem, com razões ainda implícitas, não faz todo esse espetáculo em nome dessa palavra (amor), mesmo porque, como diria o mais sábio, somos iluminados por raios diferentes dos da mulher, a qual prefere, por leis bem explícitas, amar sua cria tal qual qualquer fêmea do reino animal.

O amor, por ser explícito demais, torna-se complexo ao homem. Exemplo maior, como já ‘implicitamos’, é quando seu filho, aquele animalzinho que sai da fêmea rosada (ou de cores férteis e naturais), vem ao mundo. Por não saber dar o nome, assim como nas formas de linguagens quando não sabemos o nome daquela alça que segura a xícara, cujo nome, por eliminação, é asa, damos sempre o nome àquele ato, no qual médicos e enfermeiras enlameiam de sangue toda a maca, mascarados, às vezes, tão frios quanto robôs; ainda retiram de sua esposa – com um sorriso que não convence nem mesmo o mais cínico – o bambino , que nasce chorando, gritando até, em um momento tão simbólico, que eu, ou qualquer esposo, pode até desmaiar de pena... de Amor!

A herança desse menino, depois de anos, com certeza, não será a lembrança de seu nascimento, ainda que tentem lembrá-lo até a fase final de sua adolescência. Mas o real amor. Por quê?

É certo que somos eternos potes de flores ou de terras férteis ou não. Flores significam a beleza interior de cada um; terra fértil, o que dá as flores, seria a real educação que receberia o que nos dão, e que geraria o que há de melhor em nós. É certo que, se estamos preparados para essa real herança, obedeceríamos a regras universais das quais sai a nossa, a que tanto buscamos, aquela que nos direciona ao real Amor ( não o sentimental ).

Para o sábio, o sentimento estaria em nós humanos como pontes para receber o real valor das coisas, como o real valor do amor, desse ser que, segundo os grandes mestres, seria um dos primeiros deuses. Compreender um deus ainda não é de nossa alçada, mas fazer disso nossa meta como se fosse nossa tônica vital, elevando-nos até ele (ao deus), é necessário. Pois, se o encontramos em meio a uma natureza cheia de mistérios, também o encontramos em nós, em nossa natureza, tão complexa quanto o amor, mas tão simples quanto o sorriso de uma criança.

Contudo sabemos, a priori, que o Amor nos une, não nos separa; é uma evolução sabermos disso, pois, ver um filho nascer, ter amor a ele, é unir-se a deus, ao primeiro princípio divino, pois o Universo é uno em seu conceito seja a priori, seja a posteriori...

Ou seja, é inato o saber universal, este pelo qual tanto lutamos em saber em nossas ‘pequenas aventuras’ terrenas, aproximando-se sempre de uma realidade imensa, dentro de nosso nível. Naquilo que nos é dado, em cada vida que recebemos.

A herança a que nos referimos é o Amor. A herança bendita. E quanto mais soubermos de sua existência, de sua prática – seja com nossos filhos, ou com filhos alheios, -- estaremos compreendendo sua magnitude.

sábado, 27 de junho de 2009

Caracois e Rastros



Sabe-se que tivemos seres majestosos que deixaram seus rastros tais quais caracois no chão, os quais deixam o brilho por onde andaram (são moluscos com pequenas estruturas nas costas). São homens acima do próprio conceito de homem, são homens divinos. São seres que nos elevam somente no falar de seu nome, no citar de suas façanhas – Cristo, Buda, Lao Tse, Confúcio, Zoroastro, etc, os quais traspassam sempre a unidade, a harmonia, a longevidade do espírito.


Hoje, tão distantes deles, buscamos qualquer pessoa que possa (vamos dizer) substituí-los em nosso subconsciente, mas é pouco provável que consigamos, pois, ao falar do espírito, falam de nós, de maneira que seja fiel ao segredo do próprio espírito.


Nunca identificaremos alguém que um dia fale semelhante àqueles homens se um dia nos depararmos com um deles, jamais; somos materialistas demais, somos capitalistas até o topo, somos tapados em matéria de amor, verdade e justiça, assuntos que são a tônica dos grandes homens para direcionar a humanidade a uma reta divina, a uma reta na qual poucos entram, pois a realidade não os deixa nela se equilibrar. Por isso dizem os hindus que somos homens que vivem no Antacarana, ou, traduzindo ao nosso coloquial linguajar, seres que vivem no céu e no inferno, constantemente. Não entendendo, no entanto, céu como um paraíso, nem inferno, com um terreno cheio de diabinhos nos puxando para cima de um grande caldeira (pelo menos era assim que eu imaginava!), mas de maneira pessoal, como em situações em que ficamos dúbios, justamente porque o somos, e vai demorar para sair dessa situação; enfim, quando dúbios, entramos na atmosfera do que é bom e do que é mal à personalidade, levando a ranger os ossos, ou mesmo a psique, ou ao extremo de uma alegria que, ante nossa visão, parece-nos a felicidade irrestrita, ou, para ela (persona), o próprio céu.


Com essa "voluveidade" demonstrada, a personalidade, que atinge o céu e o inferno quase que sempre, busca, em seu intimo, seres que a façam elevar-se, seja no âmbito religioso, seja no âmbito frio de seu poço, ou seja, em qualquer pessoa. Esta última forma, infelizmente, é a que retrata atualmente jovens que se harmonizam com ídolos de madeira, cuja fama acaba tão rápido quanto troncos em fogo, como os grandes cantores, que, desde criança, revelam grandes filhos da música conteporânea, mas esquecem de traspassar uma personalidade dedicada a algo que valha a pena, como a disciplina, a moral, a ética, ainda que relativa... Esquecem-se de demonstra amor ao próximo, ainda que cantem em suas canções cheias de dança e crianças enfeitando palcos, ainda que, parados, são entrevistados dizendo “Eu amo vocês”... E ainda tem o engraçadinho que, nunca respeitou a ninguém e o demonstra de forma fria e irreverente dizendo “E vocês, crianças, não esqueçam de obedecer a seus pais...”, sem saber que suas vidas estão sendo imitadas mais que desenhos animados, e mais, não sabe ele que está exterminando uma geração com seus atos, com sua eloqüência ante as câmaras de TV.


O que nos faltam são heróis de verdade, não mau caráteres; heróis que pensam num todo de maneira a retratar em suas vidas seus objetivos, pois precisamos de referenciais, pois Cristo, Buda, Lao Tse, já o são em algum plano tão maiores que não conseguimos segui-los... É por isso que precisamos também de mestres, seres que estão ao nosso lado, nos dando chaves simbólicas a fim de encontrarmos Deus nas mínimas coisas, e por fim em nós mesmos, e zelar pelas convicções talhadas em cada experiência, no colher de cada fruto, nessa grande árvore que é a vida.


É por essa é por outras que devemos ser reais seres humanos no sentido mais natural da palavra, e sorrirmos quando necessário, chorar quando necessário, e amar de coração quando a vida assim nos der a palavra. Estaremos assim sendo seres fiéis aos grandes das épocas passadas, seremos em nosso nível caracois, mesmo que o rastro não seja tão grande quanto ao deles. Mas o que mais importa é que estamos no caminho correto.




A Parte que nos Falta

"É ótimo ter dúvidas, mas é muito melhor respondê-las"  A sensação é de que todos te deixaram. Não há mais ninguém ao seu lado....