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sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Fuga de Si Mesmo

Há momentos em que não suportamos o outro, porque sempre acreditamos que "o inferno é o outro", não o que trazemos em nós, como ferramentas, em circunstâncias nas quais não nos importa quem é ou o que realmente importa -- apenas fugir do outro.


"a fuga na maioria das vezes é um mal"




Não adianta fugir, correr, fechar portas, janelas, “que o problema entrará pelas portas do fundo”. O melhor de tudo é enfrentar, mesmo com o pouco que temos, “como formigas a enfrentar o fogo”, ou como passarinhos, “a apagar um incêndio”... Devemos enfrentar o convívio.

O teatro da vida, esse excêntrico teatro grego que não se esvai nunca pelas frestas da ignorância moderna, nos desloca para o centro, ou melhor, para o olho do furacão. Essa é a tônica. Participar, falar, ou pelo menos se comunicar com o próximo, mesmo que discuta o nada, se rebele pelo tudo, chore pelo fútil. Tudo funciona como roldanas presas, que com o tempo, se soltarão.

Essência

...A essência da vida, esse pequeno ser que se esconde em nós, e também em todo universo, nos pede, quase que implorando que a ouçamos. Entretanto ouvidos há somente para um mal que se mostra em sociedades, em famílias, em grupos, além – ou antes de tudo – no próprio homem – que é a fuga em razão dos próprios conflitos, os quais geram, por si, necessidades de estar juntos, integrados, seja pelo convívio, conflitos... Não há outro modo.

Para ilustrar, lembre-se de que...“se há problemas no homem, há na família, se há na família, há nos grupos, e se há nos grupos, há nas sociedades e por sua vez no mundo... Mas tudo começa no homem”, o que é uma realidade, seja partidária, social, religiosa, enfim, como lidar com essa questão se fugimos de nós mesmos?...

A Fuga

Um dia me disseram que um grande ator de cinema, que sempre fez filmes fabulosos, entre eles O Poderoso Chefão, Apocalipse Now, entre outros marcantes, com sua fortuna, comprou uma ilha... Motivo, detestava seres humanos. E quem não detesta, às vezes? Eu pelo menos detesto muitos, mas muitos outros, a maioria, eu os amo.

Marlon Brando não queria ficar ao lado de esposas, filhos, amigos, parentes, e sim, solitário, como um ser que nascera sozinho e que queria morrer assim... Sozinho. Não sabia, porém, que sua alma, aquele outro ser que necessita elevar-se (ou necessitava...), não conseguiu cultivar elementos melhores do que uma boa conversa, um diálogo direcionado, um sorriso fértil de uma pessoa feliz por ele está ali, do lado dela...

Esqueceu-se o ator, assim como nós nos esquecemos, de que a melhor forma de fugir dos problemas é ir ao encontro deles, assim como “Teseu o foi em busca do minotauro”, não ir de encontro – como se fôssemos para um conflito armado...

Desconhecido

Para muitos, a vida nada mais é que isso, esse conflito, essa dor louca, que nos subtrai as esperanças a partir da violência que o outro (humano) nos trás por meio da maior de todas, o desconhecido.

O desconhecido, por si só, é uma parte do que somos. É uma parcela do mistério a ser resolvido, e que não estamos, como sempre, nenhum pouquinho favoráveis a essa prática – e quando o somos, nos tornamos psiquiatras ou psicólogos, a angariar fundos em cima de problemas alheios. Não precisamos ser assim. Nem profissionais, nem pacientes de causas das quais não conseguimos descobrir o porquê dos conflitos.

Precisamos, apenas, ter paciência.

Primeiro, recompor as energias frente ao que mais acreditamos como algo superior entre nós. Eu me debruço, na maioria das vezes, frente ao mistério do sol, e peço que sua natureza branda esteja um pouquinho ao meu lado, e assim volto à batalha com o pouco que tenho: minha fé em terminar meu trabalho, minha educação frente às pessoas – na qual acredito tem me feito um homem de bem a cada dia --, meu filho, minha família, e principalmente o tempo, ao me deparar com injustiças...

Pois, “quando, em um banquete sua (a minha) refeição for servida, não se alvoroce, tenha a calma dos justos, nada mais”...

Quando no passado, em uma Atenas maravilhosa, quando seus valores já não estavam tão claros, um homem chamado Zenão, depois de Platão, Isócrates, Aristóteles, Alexandre... , nos veio como um ser que, em seu entender, precisávamos nos elevar, baseados em premissas antigas, nas quais o próprio homem se infiltraria não como político, religioso, filósofo teórico, e sim prático, com ferramentas fortes... E principalmente, como um ser como é sempre foi: Natural, voltado ao seu Eu.
Disse Zenão,

“Não deixai que nada ou ninguém te incomode, nem mesmo as doenças, nada, mesmo porque nada disso faz parte do seu Eu verdadeiro”.






Ficamos aqui, com esse grande estoico.


quinta-feira, 8 de julho de 2010

É Tempo!


É tempo de repensar nossas atitudes frente aos céus. Perguntar a si mesmo “Por que que eu estou aqui, nesse imenso lugar chamado mundo...”. Viver experiências válidas, sempre voltadas à sacralidade das coisas – não das grandes, mas pequenas coisas – que nos são tão importantes quanto nossa própria vivência. O difícil é encontrá-las. Nosso mundo no-las tirou do foco. Tirou nossas energias. E nos abraçou com suas garras de ferro.

Mas é tempo de nos voltar (não nos revoltar). Pegar o caminho que tanto um dia nele caminhamos. Levantar, sorrir, trabalhar com afinco nossos desejos de melhorar o mundo, ou pelo menos o nosso. Retirar do chão aquelas raízes que nos transformaram em humanos e nos elevaram aos céus; nos transformaram em seres puros, divinos, vivos! – em todos os sentidos.

O tempo de amar está pronto. Os tijolos já criaram o grande castelo inexpugnável do grande amor. Não morrerá jamais. Os deuses se cansaram e nos abençoaram com suas vindas em forma de paz, beleza, canções e amor. Agora, só nos falta caminhar em linha reta. Ainda, ser mais atencioso com nossos atos, pensamentos, com nosso próximo, com aquele que precisa realmente de nós...

O inferno não existe mais. Os seres desqualificados já não mais existem. As dores dos assassínios, os horrendos homens que sobreviviam à custa do mal e que se sobrepujavam acima dos grandes homens... se foram. Hoje, agora, em nossa era, o mundo é nosso, dos grandes seres do Bem, dos homens que buscam a Verdade... a Justiça... a Beleza... enfim, daqueles que amam e fazem (e fizeram) sempre o possível para a Humanidade estivesse em suas pretensões.

É tempo de sonhar e realizar os sonhos! É tempo de se aproximar do impossível. Encarar os desafios naturais de cada um, encarar o maior deles – a si mesmo. Saber lidar com seus defeitos, canalizados, dar oportunidades a si mesmo, dar um tempo, a fim de que se possa – amanhã – sorrir o sorriso mais puro no invisível da vida.

Adeus esperança! Não volte mais. Você nos fazia esperar o que chegou: a bem-aventurança, a temperança, a virtude dos homens, o olhar sincero. Adeus, deusa das deusas, que nos deu, em um mundo cheio de loucuras, a possibilidade de pensar em um novo mundo aos nossos filhos, pelo simples fato de ser... Es-pe-ran-ça!

Agora é tempo de realizar, por as mãos na massa, sorrir com o vento no rosto, saborear cada partícula da vida, sentir no coração a vontade de chorar pelo sentimento mais puro que nasce e que em nós viverá eternamente...

sexta-feira, 26 de março de 2010

Projeto: Humanos


...Muitos se questionam acerca de sua vinda no mundo, essa bola quase oval, na qual homens, mulheres, cachorros, gatos, leões e leoas brigam em nome da paz particular – e pouquíssimos pela coletiva. Os questionamentos aparecem principalmente quando as coisas nos parecem sem retorno... “Ah, meu Deus, o que que eu fiz?”; “Por que acontece só comigo essas coisas?”, “Oh, Deus! Por que nasci nessa pobreza e não na riqueza?”.. Uma coisa é certa, se o Criador fosse alguém que tivesse a paciência de acumular perguntas, o computar dele de duzentos gigas já teria ido para o espaço (?)...

Na realidade, não fazemos as perguntas corretas, o que nos transforma em fugitivos eternos de nossas responsabilidades, ainda que tão fúlgidas quanto nós. Outra realidade é que sabemos (ou fingimos não saber) intuitivamente que há um circulo que criamos em nossa esfera de vida, e dentro dele fazemos e acontecemos. O primeiro passo do nosso projeto: tentar nos localizar. Não fugir, por mais que nosso mundo particular se resuma em Paris, Estados Unidos, ou mesmo a nossa saída e volta do trabalho para casa. Nossos rastros não estão à vista, mas, se tivessem, haveria marcas até mesmo de nossas dores por onde passamos. Mas não há, por isso a séria dificuldade de nos localizar...

Se nos observar dentro de um contexto maior, poderemos dizer que a esfera nossa de cada dia não se resume apenas às estreitas vias por onde passamos; em qualquer lugar do mundo, seja aqui, seja em Paris, ou na lua, estamos dentro de um mapa, seja estadual ou municipal, e este, dentro de um país, que por sua vez está dentro de um continente... E este continente, dentro de um mundo, a terra, a qual se encontra no sistema solar, e assim por diante... O que nos faz miniaturas, tais quais formigas, dependendo do ponto de vista, ou mesmo uma célula em um grande corpo – o espaço, por assim dizer – a trabalhar, a viver, a se questionar, sofrer, amar... Enfim, uma “formiga” que sabe onde está.

Outro parâmetro do projeto seria se preparar para os lugares em que piso, pois ele estará sempre cheio de armadilhas naturais, nas quais posso cair ou não, depende de minha esperteza em relação à vida. No entanto, se nos consideramos o trejeito ainda obscuro às nossas visões, teremos ainda que cair em muitas armadilhas, ou seja, haverá dias em que nossos aborrecimentos serão maiores do que eles próprios, porque terão, além de sua conseqüência, a minha ignorância em relação a ele – o que é pior. O que quero dizer é que, chegará o dia em que a pequena goteira em meu quarto será considerada uma “sete quedas”, simplesmente porque sou despreparado para enfrentá-la. No entanto a mesma goteira, em um outro contexto, pode ser o primeiro passo para uma real sete quedas se não tratada com a justiça que merece.

Preparado, o segundo passo é a forma de lidar com as pessoas, com o mundo. Não esquecendo que pessoas também – tudo – são armadilhas! O que determinará a sua realização do projeto é a sua forma de lidar com ele. Um exemplo disso são pessoas que nos intrigam todos os dias com a finalidade de nos “derrubar”, vamos deixar assim, mas que, sem saber, estão contribuindo para a consecução do projeto. Dessas armadilhas, já tínhamos consciência, o que nos dá uma margem imensa de ganho lá na frente. O nosso mal é que levantamos achando sempre que os deuses estão do nosso lado com a finalidade de nos elevar ao céu no primeiro pé no chão. Assim, muitos dizem, “mande pro inferno aquela pessoa”, “não fale mais com aquele canalha!”, “mude de caminho quando ele ou ela aparecer” “Ah, meu Deus, será que vou encontrar aquela maldita de novo?”– e a própria natureza se encarrega de lhe trazer aquela pessoa que você detesta sempre em seu caminho – por quê? Porque sempre que somos determinados a realizar um projeto de qualquer grandeza as dificuldades, as barreiras, aparecem como formigas em piquenique.

Então, deixemos bem claro: quando houver armadilhas pessoais em nossos caminhos, pulemos, mas sejamos conscientes de que são armadilhas humanas, não objetivas, o que significa que teremos que resolver atritos, confrontar com problemas, resolvê-los; jamais pular, no sentido de se esconder, sair correndo, mesmo porque sabemos que a encontraremos em nossos meios querendo ou não... Dos reais buracos, pulamos.

A realização completa desse segundo estágio lhe dará meios para conhecer um pouco do seu Eu, aquele vazio que pede uma nova experiência. Ou seja, comparando você a uma oceano, já conhecemos uma gotícula de você, não de sua personalidade. Pois sabemos que somos vaidosos, e lidar com o ser humano é um tanto quanto – em nosso nível – “uma prova iniciática”. A realidade é que, hoje, acordar cedo, abrir os olhos, sorrir ao mundo, vê-lo com olhos leves, sem aquele medo de batalhar... já é uma prova iniciática...

Ficamos por aqui. Quando passarmos do segundo estágio, volto.



terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Para o Bem de Todos


Se soubéssemos o que nos seria bom, já de pronto, causar-nos-ia menos problemas desde a infância até a idade da morte. Mas não temos bola de cristal. E se a tivéssemos, a quebraríamos. Ou a própria natureza o faria. A Natureza se encarregou de nos fazer “recordadores” de um passado que está em nossas possibilidades. Não de vidas passadas. De nossos passados, nos lembramos muitas coisas quando jovem, ou quando fazemos exercícios mentais para tanto – o que é bom; porém ainda nos resta muita coisa a ser lembrada, e muitas, com certeza, a ser esquecida. Mas, mesmo assim, queremos entender o porquê de nossas mentes, às vezes, nos deparar com raízes nas quais refletem nossas imagens de maneira desvirtuada, trazendo aquela sensação de dejavour – acho que vi esse filme...

Muitos simplesmente não ligam, fazem pouco caso, e deixam pra lá.É óbvio que não é preciso nos preocupar com lembranças de passados de maneira a ficarmos estacionados em frente à vida qual estátuas móveis, dessas que se encontram nas ruas, com a finalidade de levar dinheiro do transeunte.

Mas o passado, para o bem de todos, é como um som de uma flauta; como uma essência criadora de novos caminhos, não como forma de estações, que nos fazem ficar parados. Longe disso.

O passado, assim como tudo na vida, deve ser levado em consideração, mas para ser refletido dentro de nossas convicções, criando meios para fortalecê-as – sempre filtrando o que nos fez humanos ou pelo menos um pouco.

Não fiquemos, assim, a bisbilhotar nossas vidas – nossas próprias vidas – investigando feridas doloridas, com intuito de fazê-las doer mais ainda. Não é bom para ninguém e nos faz regredir ao degrau mínimo de nossas involuções, o que também é um fator humano, porém, evoluindo, sim, seria o critério mais adotado desde o dia em que tomamos nossas consciências de homens que devem se fortalecer e fortalecer o mundo.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Abrigo Eterno

Um dia uma filósofa disse: temos que encontrar naquele cantinho da alma um lugarzinho feliz, onde sempre possamos nos refugiar e nos sentir bem. Acho primordial essa máxima, pois o que realmente precisamos é de um lugar interno, no qual, ao fechar os olhos, nos encontramos com nossa parte divina, aquela parte que nos revela a humanidade, como em uma oração.

Mas a filósofa, mais profundamente falando, nos convida a entender o mundo em que vivemos, de maneira a observá-lo e tentar localizar, por assim dizer, algo melhor do que aquele ao qual ela se referiu no inicio.

Hoje, cheios de lugares maravilhosos, o mundo nos leva a contemplar abrigos naturais, mas também abrigos feitos com a estética baseada no grande desejo do homem de descansar e viver bem, de acordo com parâmetros atuais – tecnológicos, psíquicos, amorosos... – enfim, de acordo com sua personalidade, a qual demonstra nuances.

No tecnológico, pode-se demonstrar um abrigo (uma casa, mansão...) voltado ao homem cansado: no bater às mãos, uma na outra, a luz se acende; um pequeno botão, ao lado da primeira parede, poderia acender ou apagar, mas este, ao girá-lo em sentido horário e anti-horário, nos faz ver uma luz amena ou mais forte, dependendo do movimento que se faz. Um controle remoto, em cima de uma pequena mesa inútil, vigiando uma televisão de setenta e duas polegadas, não serve apenas para ligar o aparelho, e sim ligar um aparelho de som, com seis caixas de dois metros embutidas nas paredes da casa, no qual se liga, também, o fogão à gás, lá na cozinha de cinquenta metros quadrados, onde quadros modernos, iguais aos da sala, predominam apenas para colorir o ambiente... E outras facilidades mais traduzem o conforto buscado pelo homem atual. Contudo só se esqueceu de que a luz também é artificial, e pode faltar em algumas horas, assim como a sua paciência para esperá-la. Mas não tenhamos pressa, há técnicos para tudo no mundo...!

No psicológico, o homem tem várias salas cheias esculturas sentido, como essas modernas que parecem mais uma rosa, parecem mais um jardim, parecem mais... Uma planta. Parecem, mas não são. Ainda nesse terreno, a sala do abrigo possui livros de psicólogos freudianos, além do mestre na arte da psicologia, Freud. A dono do abrigo fala muito, tem muitas respostas para tudo, mas tem muitos problemas de ordem psicológica, no trabalho, na família...

No amoroso, como todos aqueles que são apaixonados, seu abrigo mostra-se perfeito para morar, para viver, mas, como toda personalidade apaixonada, vai ao encontro da moda, do amor passageiro, da paixão. Na sala, há quadros de família, de filhos, cadeiras confortáveis, outras não; a vida do dono deste abrigo é tão volúvel quanto o vento que muda toda hora de direção.

Claro que há abrigos nos quais podemos sintetizar sempre a personalidade humana, a máscara grega, em que mudança é a palavra de ordem. Simplesmente para que se possa sentir-se bem, sempre em consonância conosco mesmo, seja baseada na moda, seja em nossos vícios, virtudes... Mas sempre levada a mostrar o que temos dentro: a vontade de estar bem com nossa alma.

E foi a partir daí que veio a necessidade de a autora (filósofa) levar-nos a refletir acerca do que temos em nós, sob esse manto chamado corpo, sob essa personalidade que nunca para de refletir sobre o que se guarda dentro dela mesma. É para isso que serve o racional: pensar, refletir, meditar acerca do que é elevado em nossas vidas. É com ele que se pode constatar que queremos algo melhor em todos os sentidos, mas algo que dure, que seja eterno.

Quando a autora nos fala de alma, fala-nos daquela parte que nela se guarda o melhor de nós, a parte que “pensa” no espírito – ou seja, em nós. Na alma há lugares em que a personalidade se fixa, e não consegue sair. São coisas da moda, da vida externa, dessas coisas que estamos cansados de falar, viver, sofrer, calar, apaixonar... De coisas que nos destroem, mas que são válidas, no entanto não é desses lugares que conseguimos filtrar o que é realmente necessário para entender o abrigo, o real abrigo, aquele para o qual devemos ir sempre que sentimos necessitados quando estamos desesperados e inclinados ao mal. A autora está falando de um lugar (apenas) onde se pode dormir e acordar em paz; onde flores podem ser vistas com olhos cerrados; onde o amor é real, a paz é real!

Todavia há caminhos que nos podem retirar desse grande abrigo que se resguarda em nossa alma. É o caminho da dúvida. Acreditar que esse abrigo existe é o primeiro caminho. Depois, buscá-lo na medida de suas necessidades internas e externas, pois sabemos que todos a temos... É só meditar envolto a músicas clássicas, a quadros e estátuas míticos; onde se possa sentir o silêncio.

Os abrigos naturais são necessários ao homem, no entanto também são passageiros, pois podem se perder em nossa consciência fria e problemática, por isso, desde já busquemos o que temos em nós, como forma de viver uma vida melhor, mesmo que seja tão difícil visualizar o abrigo dos sonhos. Mas como dizia outro grande filósofo “Se está em nosso caminho, está mais perto a cada passo”.


Filos.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

A Difícil Arte de Conhecer a Si Mesmo, III

Muitos questionam o fato de sermos tão violentos, desumanos, psicologicamente desequilibrados; mas, por outro lado, há os grandes seres que nos ajudam a refletir acerca de nossa breve estada no mundo, na vida – mesmo sendo uma medíocre vida às vezes. A razão pela qual eu em mais um texto exponho esse assunto é justamente a falta de pessoas como essas, que nos fazem felizes, já com sua presença, com o seu ar de simplicidade, às vezes, luminoso, nas horas em que mais precisamos de exemplos, e na falta dessas horas também.

Não há exemplos ao nosso redor, e quando há tentamos refletir sobre o que somos, ou o que podemos ser semelhantes àquela pessoa que não fizera nem um esforço para sê-lo: simplesmente é, e pronto. Alguns, claro, pela educação que receberam, até então; outros, graças a intempéries da vida, tornaram-se melhor gradativamente, aprendendo... Aprendendo... Não importa a que partido, religião pertença. Por traz de cada casaco, blusa, paletó, cheio das insígnias, cartazes ambulantes, há um ser humano cheio de boa vontade, a fim de levar seu projeto de alcançar a Deus, seja no céu ou mesmo na terra.

Mas será que é sempre necessário que sejamos religiosos no sentido estrito da palavra para sermos um pouco melhor? Muitas igrejas – Católicas, Evangelistas, Pentecostais... – diriam que sim. Contudo, se nos remetemos à Tradição, teremos a visão clara de que hoje somos levados a sofismas brandos, os quais nos prendem a ideias de acordo com o nosso estado psicológico. Ou seja, muitos se iludem com chamamentos de pastores, bispos, padres, quando estamos imbuídos de problemas sem fim. Somos, na realidade, ratos que todos os dias prendem cabeças em ratoeiras armadas.

O Egito de cinco mil anos, à época dos clãs hebraicos, que se instalaram na “Terra Vermelha”, albergava muitas tribos, o que dava o título à nação de politeísta, pois aceitava em suas terras diversas religiões, e seus respectivos deuses. Quer dizer, além dos próprios deuses egípcios, os faraós permitiam que houvesse louvores em diversas línguas que vinham de longe, a fim de se instalarem e aprenderem com o dono do império. O Egito já tinha a sua definição de Deus, e ela não restringia nenhum conceito; é provável que já sabiam que o conceito de Deus não era o que temos hoje, ou seja, somente o lado que nos interessa. Assim, cai por terra as expulsões das grandes nações que se fizeram em cima dos faraós...

Em Roma, até certo tempo, há dois mil anos, todas as religiões também eram aceitas. Porém, os cristãos, como se fossem donos da verdade, tentaram, sem sucesso, impor sua religião aos grandes imperadores, que já possuíam um conhecimento tradicional acerca do que era religião. Ou seja, não poderiam deixar – de uma ora para outra – seus deuses, divindades, que sempre foram norte a todos, à época. Mesmo assim, foram vencidos, porque a insistência do cristianismo em uma terra em decadência tornou mais fácil a vitória. Mas sabemos que houve uma Roma que abrangia a todos de maneira indiscriminada e harmônica.

Assim também na Grécia, na Índia antiga e em outras nações que, querendo ou não, foram exemplos de que não é preciso que sejamos partidários religiosos ou políticos para a consecução de nossos projetos. É preciso apenas que sejamos idealistas, buscadores da verdade, assim como sempre o fomos. Todavia, não fazer dessa busca um partidarismo, ou melhor, uma forma de ser alguém que saiba mais que outros, pois seria contra tudo aquilo por que lutamos no passado – a verdade.

Ser religioso, na Antiguidade, era ser humano, ou seja, era buscar seus valores baseados em premissas éticas e morais, no sentido mais clássico da palavra. Era aprender, internamente, a lidar com a vida e lá na frente colocar em prática seu intuicionismo, levando o conhecimento aos seus discípulos.

Ser religioso, talvez, seja mais que isso. É transcender a condição de homem, é iniciar-se nos mistérios divinos. O que para nós só é uma realidade a partir do momento que tentamos ser gentis, educados, organizados, amados, a partir de valores universais, não familiares, sociais, etc, pois estes têm sua relatividade, o que é muito perigoso.

Quer dizer, se você coloca um papel no lixo só porque o chão deve ficar limpo, tudo bem, mas ainda pode ser que amanhã você mude de ideia. Ou mesmo quando você o faz por ser educado e que alguém te ensinou que as coisas devem estar sempre limpas, isso nos dá uma dependência psicológica, pois é possível que nos decepcionemos com o mesmo ser humano que nos ensinou tal coisa. Então, é preciso que tenhamos uma visão um pouco maior: que o meio ambiente deve ser cuidado, e que, se não cuidarmos dele, teremos um futuro incerto (e qual futuro é certo?). Isso nos dá margem para pensar que não temos que nos preocupar como seres humanos prioritariamente, e sim com as plantas, animais, lixo...

Enfim, um ser religioso, na antiguidade, poderia dizer que estamos mais atrasados em pensamentos universais do que Idade Média. Pois saberia que, se partimos de premissas interesseiras, cairemos em areias movediças antes de ela se formar. Saberia, também, que temos que nos referenciar sempre em um sol acima de nossas cabeças e possibilidades, tal qual o próprio sol acima das montanhas, as quais estão sujeitas a tempestades, tufões, mas sempre esperam o sol acima delas. O crente diria Deus, o filósofo diria Ser, este que vive em nós, apesar dos pesares; apesar de uma personalidade bruta, volúvel, cheia de medo... O filósofo, aquele que ama a Deus, diria que o próprio sol se esconde em nós, e espera que nos religamos com ele.

O filósofo diria que somos o próprio Sol, ser maior que seria a totalidade humana, no sentido mais belo da palavra. Seria o sol o próprio ser humano que sabe de sua existência e dos outros, e de tudo. Por isso, a preservação, a organização, o respeito à Lei.

Por enquanto, não temos essa possibilidade, contudo temos luas e sóis em nós a espera de conquistas internas. Tudo é possível, principalmente quando damos o primeiro passo – dar bom dia, abraçar a todos, sorrir aos mais tristes, pedir desculpas, redimir-se depois, dar presentes simples com coração, almejar a paz, almejar batalhas nas quais sou vencedor independente do resultado, amar, amar muito a si mesmo, e aprender sempre, mesmo que seja com uma criança, e muito passos desinteresseiros em busca de si mesmo, de Deus, conhecendo-se.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Religare


Nascer todo dia, esse é o meu conselho. Se todos passamos por diversas intempéries naturais de um ser humano, é porque somos seres humanos, não cavalos, porcos, aves, periquitos ou macacos. Somos seres que acordam em meio a guerras diárias, mas também em paraísos escondidos, e não sabemos. Estes, tão escondidos em nossa alma, porém, tão visíveis quanto nossa própria imagem no espelho, são os grandes responsáveis pela nossa vivência – ou melhor – pela nossa sobrevivência num mundo de pessoas que não se compreendem e não esperam se compreender, mesmo porque não lhes interessa. Somente quando lhes toca o “calcanhar de Aquiles” é que se tornam vulneráveis a qualquer diálogo em sentido até mesmo bíblico.
Não podemos esperar que nossos calcanhares sejam arranhados, tocados... e olharmos para o céu pedindo perdão a Deus, não, não podemos. A porta seria olhar para si mesmo; compreender que somos seres religiosos, seres que perdoam, que amam ou que podem compreender o amor; olhar para si mesmo e ver um grande sol se fazer pela manhã, tão belo e ursal, sorrindo em nome de tudo que é misterioso e divino -- diferente dos animais. Então, olhemos. Oremos.

Quando o grande disco se vai na tarde, ficamos a observá-lo novamente e nos questionando “o que ele ganha com isso?”, “Por que tamanha bondade se somos seres tão brutos e não lhe damos absolutamente nada?” – são apenas indagações advindas de nossos corações frios e sem amor, cuja sabedoria não passara nem perto.

E assim, permanecemos intactos ante sua beleza indo embora, transparecendo um deus que se deixa luzir em sua calda alaranjada, até se acabar... E não aprendemos nada sobre ele, de novo.

Todavia, suas chamas ainda ficam em nossa memória, como uma miniexperiência filosófica sobre a qual não temos nem mesmo ferramenta para o entender, mas o buscamos à medida que sorrimos a alguém, abraçamos a alguém, damos amor a alguém. É ele, o sol em nós, fluindo misteriosamente feito sangue invisível em uma alma perturbada e ao mesmo tempo cheia de raios aos semelhantes que por ela passam.

As chamas desse grande deus continuam na música (de Bach, Mozart, na Nona de Bethoven...), elevando a alma ao mais quente dos cimos. A música enfeitiça como uma lua que brilha nas ondas de um mar distante, sem ninguém, apenas um observador, o próprio espírito, ao longo, na praia, clamando nosso nome.

Nada disso é imaginação, nem mesmo abstração. É revelação. É religião.

terça-feira, 30 de junho de 2009

A caverna de cada um


Não sei quanto a vocês, mas, às vezes, para não dizer a toda hora, eu me sinto em uma grande caverna cujos habitantes nos lembram crianças (nós), discutindo política, religião, família, sociedade, matéria, espírito... Já percebeu? Percebeu ainda como não temos ferramentas para avançar em diálogos que possam nortear para algo realmente válido? É... Assim que eu me sinto (não sei você!).

Nas ruas, cartazes apelativos (se fossem pelo menos em bom português, mas há iletrados que corroboram para a via dupla da ignorância!), modas apelativas, assuntos, idem... E os diálogos em torno de tudo não para.

Ligo a TV (...e se não fosse grandes filmes...) e tento me afixar em canais cuja programação seja pelo menos de categoria média, mas não, nem mesmo isso (queria tanto que eles me contradissessem!), e nem aquilo, muito pelo contrário, a roda gira em torno de algo que se elege como importante, como algo que é válido, sempre baseado em violências, em pornografias, em mortes hediondas. Esta última fosse, pelo menos, para humanizar mais as pessoas, mas... Infelizmente... É somente para gerar mais audiências, com seu ritmo acelerado, energético, porém burro, desumano, frio...

E a caverna prossegue com suas sombras refletidas na grande parede, e nós, habitantes dela, a nos fascinar pelas falas intelectuais, engravatadas, cheias de diplomas e barbas grisalhas... Até quando?

Será que temos ferramentas para lidar como isso? É provável é possível. Olhe a nossa volta. Tudo é físico. Tudo é feito de matéria pela qual nos apaixonamos desde que aparecemos nesse mundo. Não é verdade? Quem vive sem o conforto? Quem vive sem o café da manhã? Quem vive sem o controle remoto?.. Iiiih, é melhor parar!


A questão é que, além daquilo que gostamos, nos empurram, diariamente, o que não nos convém, o que não é necessário. As apologias, a morbidez, a falácia, a falta de bom senso, os imortais sofismas... Os falsos imortais, os falsos mestres, professores, políticos... A falsa religião...

Respirar fundo, segurar a respiração, soltar lentamente, continuar a andar, e enfrentar, tal qual os grandes guerreiros, as batalhas dos dia a dia, nas quais, até a nossa personalidade (principalmente!) é o inimigo.


Fazer dessa grande caverna um mundo em que não apenas o que os amos querem que vejamos, mas o que possamos ver sem medo: o sol e o seu pôr, a queda da chuva e o cheio de terra! As cachoeiras imensas, antes que seja tarde; as grandes serras...; e na leitura, clássicos e mais clássicos, que exaltam grandes homens e seus feitos; e no assistir, filmes que nos falam a alma, semelhante à música, que deve ser eterna, baseada em es-pi-ri-tu-a-li-da-de... Não em personalidades, pois aí é que nasce o perigo (letras dúbias, sexuais...), além de vícios que nos embutem, e nos enfiam garganta abaixo!...

Sair da caverna é saber lidar com valores humanos, apesar dos pesares que nos rodeiam; é o primeiro passo a uma grande jornada rumo ao sol, ao grande sol.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

O Mistério da Experiência


Einsten dizia que, ao aceitar cada experiência como se em cada uma resguardasse o mistério, estáriamos entendendo um pouco a arte e a ciência. Mais que certo o cientista-filósofo; no entanto, por ser cientista, peca ao dizer que 'estaríamos entendendo um pouco a arte e a ciência', pois vou um pouco mais longe: estaríamos entendendo a Deus.


Àqueles que se comportam como meros expectadores de uma vida cheia de conflitos e guerras, esperando em seus assentos a resolução dos grandes conflitos internacionais, digo que o maior conflito está para se resolver na vida de cada um, de acordo com sua natureza e capacidade; os maiores conflitos são a prova macro de que determinados homens deixaram para trás situações que eles, em vida, deviam tê-las resolvido, no entando, como uma bola de neve, elas crescem e atigem milhares e milhões de inocentes que, ainda por resolver seus conflitos pessoais, tentam desvenciliar dos grandes, impostos pelos homens de hoje. Daí vem a máxima "Conhece-te a Ti Próprio e conhecerás a Deus e o Universo".


Mas... Como pensar em si mesmo se a familia morre à míngua às vezes de medo, às vezes de frio e fome? realmente o mundo fechou o cerco em sua capacidade de elevar o homem a seu lugar de origem, o seu próprio espírito -- ainda que recorram à igrajas, templos, etc, pois não sabem mais o que pedem (ou só pedem) em vez de agradecer a vida que Deus lhes deu.


Não há como saborear uma experiência própria sem mesmo ter medo do outro homem, que vive à espreita no portão, à noite, para a consecução de um assalto -- no qual se queira apenas um bocado de moeda, ou um sapato, um pouco de comida, sim, pois o homem que leva de outro homem bens que não lhes pertecem com certeza quer levar o que o outro come, bebe, veste... ganha... Mas o pior de tudo é quando em torno disso a vida se torna objeto de valor pequeno, pois se vai com aquele assalto em uma pequena reação...


Olhemos o Universo e façamos parte dele: elevemos nossas mentes à ponta de nossas almas e nos questionemos em relação a tudo, sem medo. Vamos descobrir que há contradições em determinados ensinamentos cotidianos, dos quais desde o dia em que nascemos somos alunos. Porém, ser alunos invuntários de mestres sofistas (querem sempre algo em troca), não vale à pena, não vale nem mesmo ter nascido, não fosse nosso questionamento. Quetionamentos inúteis do tipo "Se Deus é bom por que não salva os africanos?" -- Assim, ao olhar o grande céu que nos ilumina nos questionemos acerca dos conflitos terrenos, nos quais, até mesmo o mais nobre deve traspassar, e por quê; sabemos que não somos escolhidos por entidades, ou entidade, mas sim, mais sóbrios que muitos intelectuais que se entregam de bandeija a antropomorfia sem saber.


É o medo de atravessar o mistério, de desvendá-los à medida de nossas vidas, ir ao encontro daquela luz que há tanto vejo quando criança, mas que, conscientemente, agora, a vejo sem preconceitos e vou ao encontro dela, sem medo. Contudo, agora que temos consciência, é tão perigoso quando éramos meninos e tinhamos medo de dormir sozinhos; agora, estamos sozinhos, livres, no entanto, férteis de sabedoria, inclinados à espiritualdade, voltados a Deus da maneira mais correta possível e mais... Estamos a poucos passos de sermos homens, pois, se somos reais buscadores de nossas soluções, e de mistérios insondáveis, e sabemos que o universo é Uno, e temos em nós todo o Universo somos reais homens -- assim, vice-e-versa, por que temer, por que impor pedras desnecessárias em nossos caminhos?


A única necessidade do homem agora é entender que é responsável por seus atos, pois dentro do grande uno seus atos ricocheteiam quais bolas de tênis no paredão, quanto mais força externa, mas velocidade na volta; assim é Deus na lei da causualidade. Se estou pronto para receber meus atos e sua força, estou pronto para resolver o primeiro mistério divino, no qual, eu, também divino, transcedo na consecução daquele problema.


Quanto aos grandes conflitos, vejo que, se há possibilidades de dar água ao vizinho do lado, para mim, estou participando de maneira direta em sua resolução, tanto quanto os líderes mundiais em suas poltronas de veludo.






sexta-feira, 19 de junho de 2009

Em busca de Algo


Quando nos sentamos e meditamos acerca de tudo que está a nossa volta (ainda se faz isso, não é?), nos direcionamos a pensamentos, às vezes, fúteis, presos ao dia a dia tão maluco.
Enfim, não sabemos o que pensar... Na realidade, temos poucos instrumentos para isso, ou quase nada. O que apredemos nada mais é que uma yoga mal feita na tentativa de igualar os chineses, japoneses (ao pessoal do oriente), etc, sempre fazendo o papel de ridículos de olhos fechados, pernas cruzadas, ou, até mesmo, de cabeça para baixo, deixando o sangue descer feito garrafa de vinho mal conservada... Qualquer médium (do bom) morreria de rir de nossas caras...

Mas, voltando, o que seria a reflexão? Com certeza, teríamos que entender a partir de critérios voltados a uma realidade mais séria, mais disciplinada, então o faremos com base em uma tradição milenar na qual se fazia reflexões baseadas em exercícios físicos do tipo rata-yoga, a fim de melhorar a mente, o corpo e a energia que por ele passa.

O ratayoga nada mais é que a simples forma de canalizar e transferir energias do corpo pelo corpo, levando o praticante a se sentir mais firme e cheio de energias no dia a dia. A yoga nada mais é que ação. A sabedoria oriental diria que seria todos os movimentos voltados ao ser, com a vontade. Nada de ficar parado, olhando para o escuro de seu cérebro.

Assim, e de outras formas, somos levados a acreditar em conceitos desvirtuados em nome de alguns que se dizem mestres e não são. Estudam como qualquer pessoa normal, trabalham como pessoas normais, ofendem como tais e são mestres? Não... Não... Mestres são seres especiais que elevam a alma da pessoa com chaves que nos dão para confrotar-nos conoscos e quiça com os outros e nunca ofendê-los, ou a si mesmo; porém, nascem mestres em cada esquina e não sabemos diferenciá-los, nem mesmo quando houver um verdadeiro em nosso caminho. Por quê?

A razão pela qual não encontramos é que não somos voltados ao ser (Ego), e sim a uma persona enraizada em educações frias e mal direcionadas. E com esses atributos vamos atrás de mestres.

Na realidade, se não temos mestres, nem mesmo a quem questionar acerca de nossas vidas (religiões, políticas, família...), teremos que buscar o tanto que for preciso, pois, um dia -- dentro de dessa busca -- alguém nos dirá "procura-me?", e estaremos em boas mãos.


Então, ao trabalhar nossos físicos, mentes e quem sabe a própria alma, teremos a certeza de que estaremos certos ou errados -- sempre com referenciais forte e firmes voltados ao último andar de nossa alma -- realizando nossa natureza qual um rio que se esvai em busca de um oceano.

RSF

A Parte que nos Falta

"É ótimo ter dúvidas, mas é muito melhor respondê-las"  A sensação é de que todos te deixaram. Não há mais ninguém ao seu lado....