terça-feira, 14 de outubro de 2014

A distância entre Sede e o Copo D’água

O Desânimo nos toma como dragões que aparecem do nada, jogando seu fogo em nossos corpos, desfazendo nossas alegrias, nossos ideais. Matar esse dragão com as espadas que temos, levantar de nossos castelos, e seguir sempre, em nome de nossa estrela, nosso real caminho, o caminho da tradição.


Você consegue!



Quando se assiste a um desses filmes incríveis que nos faz refletir acerca de nossa existência, de nossas ideologias, de nossos objetivos, enfim, quando se senta, em um sofá, sem pretensões de aprender qualquer coisa advinda de uma programação pobre, em horários de entretenimento, sabe-se que a cabeça vaga entre o bem e o mal, como um capacete que descolou-se da cabeça do astronauta e se foi espaço a dentro...

E nesses dias, dias de eleições, dias em que muitos afirmam compromissos com horários eleitorais gratuitos, assistindo à decadência humana, impregnada de manipulações visuais, mudei de canal – graças à tv paga – e comecei a ver uma animação, dessas em que crianças nem param pra ver, só dormir.

E eu, um mero crianção, quase a dormir no sofá da sala, comecei a apreciar o desenho moderno, cheio de firulas animadas, mas que, no fundo, como não era de se esperar, trazia algo, mas um algo incrível, o qual me dizia lá no fundo de meu coração que eu precisava praticar meus ideais, nunca cessá-los, jamais abandoná-los.

Falava a incrível animação de uma inseto (uma formiga não sei) buscando um mundo utópico em sua visão, mas que acreditava nele piamente, e esse, cheio de frutos paradisíacos, de espaços nos quais nenhum ser humano poderia pisar, era a meta dele, desse pequeno ser, que, em hipótese alguma, pensava em desistir.

Muitos, no entanto, como na vida real, eram contra; diziam que a vida que ele pedia era uma mentira, que os sonhos dele eram muito caros, e realiza-los era uma utopia. Não nessas palavras, claro, mas a verdade é que me alertou para o que realmente acreditamos, para o que precisamos acreditar, e o que está dentro de nossas possibilidades...

Dentro das minhas, estava levantar, ficar de pé; dentro de minhas possibilidades estava lavar meu rosto, tomar um banho, ficar forte para auxiliar minha esposa, meu filho, enfim, coisas que, no fundo, não eram tão importantes em certos contextos, mas que, para a realização de meu pequeno objetivo, estava...

Na animação, vi que, apesar de ser uma animação, o autor quer deixar claro que não devemos deixar de sonhar, e jamais deixar que pessoas (no caso formigas, insetos...) nos coloquem ao contrário do que realmente acreditamos, e isso é básico e muito bom para iniciar uma conversa entre jovens, mas para  o filósofo significa algo maior. Significa olhar para o céu, encontrar uma estrela, tentar alcançar pelo menos sua luminosidade, e não desistir dela nunca.

Para o homem comum que necessita crescer, a realização material é mais que importante, é um degrau natural em sua vida, pois o sucesso profissional, familiar, religioso (não no sentido tradicional), social, enfim, todos eles funcionarão como degraus nos quais se deve subir, sem que haja qualquer aprendizado interno. Mas a natureza o faz aprender.

Ainda na referida animação, descobri que, no final, talvez o mais belo de todos o fins jamais vistos por mim, mostra a realização daquela formiga que tanto queria seu cantinho naquele lugar a que se referia desde o inicio.

Ela, que não saia de seu formigueiro, visava a um lugar maravilhoso, distante (e para ela, realmente era), belo e ao mesmo tempo concreto, como ela sempre pensou que fosse...Quando se descobre tal lugar, a bendita da câmara se distancia e nos revela que o local de onde ela se encontrava ao local que sonhava, não tinha, a nosso ver (não só a meu ver) qualquer distância. Eram praticamente colados!

Filosofia

Lembrou-me uma série de histórias nas quais se aprende que nossos ideais de realização, sejam eles quais forem, estão tão perto de nós, quanto o cálice do rei Arthur, que, na tentativa de encontra-lo, envia seus cavaleiros em nome de Deus, a sacrificarem-se a todo custo até encontrarem a taça.

Sabemos que o Cálice arturiano significa algo grande, imenso, de um teor espiritual maior do que possamos expor, mas sabemos que a simbologia nos remete a consecução de nossos valores, a partir de nossas práticas internas.

Tais valores estão por perto, assim como aquele mundo dos sonhos da formiga que sabia que não era apenas uma visão, mas muito mais. Sabia que podia continuar, apesar do tudo, das duras penas, das falações, das provas em contrário, das pessoas que sempre se revelam contra nós, enfim, sabemos que o nosso mundo perfeito está em algum lugar – assim como a felicidade está – e podemos ir ao encontro dele, ou mesmo da estrela, ou do nosso cálice, como se fôssemos crianças teimosas por um brinquedo.

O que podemos e temos que fazer é levantar-nos, sair de nossos sofás, entender que há objetivos nos esperando, e realizando-os, passo a passo, podemos entender que são realizáveis, pois estão aqui perto de nós. Podemos mais; sabe aquele mistério, aquele que burlou em nós desde o inicio, que nos fez assistir até o fim a animação?.. Pois é, ele vai nos dizer que tudo porque passamos nada mais era que o inicio de uma grande viagem em busca dos nosso sonhos.




sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Um Minuto para a Alma

Sem filosofias, ideologias, sem rumo... É o que nos mostra a real sociedade moderna que se consome em músicas sem sentido, ritmos paranoicos, letras dúbias, e muito sucesso... Quanto à arte, distorcida, desconfigurada, fria e sem artistas referenciados no Belo, desejada pelo mais intelectual dos especialistas, em busca de relatar as dores do mundo, não a leveza do céu.



"Saia da frente de meu sol!"


Chopin
https://www.youtube.com/watch?v=V60USaluxGA

Mozart
https://www.youtube.com/watch?v=Rb0UmrCXxVA&list=RDRb0UmrCXxVA#t=0


Bach
https://www.youtube.com/watch?v=6JQm5aSjX6g&index=4&list=RDRb0UmrCXxVA




Um minuto somente, nem mais um. Ouvindo sinfonias de Bach, Mozart, Frederic Shopin, a Nona de Beethoven, e ao mesmo tempo perto de uma cascata, a jorrar um véu de noiva, tão branco quanto sonhos de criança. Nesse mesmo instante, um sol se pondo, imergindo por detrás de um oceano límpido, a fazer aquele barulho que somente os puros ouvem.

Pássaros revoando aos seus ninhos, crianças nadando nas primeiras espumas das ondas que se calham na areia alaranjada; um sonho. Nossos olhos, a lacrimejar, não sabem o porquê de tanto, mas jorram tantas águas quanto a que desagua em sua frente... E o sorriso, misturado, cansado, se abre como uma janela ao mundo, desacreditado, mas fisicamente capaz de ser belo quando o homem o procura.

Mais claro do que isso é dizer que temos uma alma, e não podemos maltratá-la, simplesmente porque possuímos desejos voltados ao sol, ao belo, que não devemos abaixar nossas cabeças ao que realmente é eterno.

No entanto o que mais a corrói são as lhanuras desbotadas a que tanto nos referenciamos para viver uma vida... Simpática. Isso, mais uma vez, está a destruir qualquer propósito humano em seguir em nome de algo que acreditamos ser realmente bom para nossos semelhantes, ou mesmo para nós.

Mesmo porque temos um patrimônio divino, que apanha das virulências do dia a dia em forma de músicas, imagens, atos, sentimentos... E esse patrimônio, hoje, e mais do que nunca, jamais sofreu tanto...

Se soubéssemos a importância de um bom momento, sentávamos em uma cadeira de balanço, respirávamos um ar limpo, sorriamos ao nada, e encantados com a revoada dos pardais, louvaríamos o céu que nos protege; se soubéssemos o quanto a alma pede que nos sintonizamos com seus princípios, seriamos mais educados e dedicados à música (de musas) na qual podemos encontrar um pouco da paz a que tanto buscamos;

Paz também buscada em poesias, em literaturas de heróis; em clássicos nos quais nos elevamos e nos sentimos bem, de verdade; não em culturas de autoajuda, nais quais a pobreza de ideias há e palavras são ditas com intuitos agradáveis, mas não com a profundidade de um Marco Aurélio, de um Platão, de um Cristo, enfim, a alma precisa se encontrar, e se acostumar com o que era antes dessa violência que avança fronteiras físicas e emocionais.

Se soubéssemos a importância de cantar ou assobiar uma música que vem do fundo de nossos corações, sentir-nos-íamos mais alegres, trabalharíamos mais felizes, pois a alma, esse pequeno manancial que nos acompanha desde sempre, precisa de portas para voar.

Pois o que fazemos nada mais é que prendê-la, sufocando-a em nossos interesses, em nossas hipocrisias que há tanto se instalou em nós. Hoje, ser verdadeiro é para poucos; e ser verdadeiro não é assumir um papel de monstro ante a uma sociedade na qual brotam em esquinas pequenos filhos esquecidos de outros monstros – nós mesmos. Não é inventar do nada experiências que não se levam a nem mesmo quando se vai para o desconhecido -- o contrário talvez. Quando há ideias que sobrevivem anos a fio em nome de uma humanidade que sofre pelos dezelos humanos, realmente aquele pensamento veio da alma, não de uma mente competitiva...

Ser verdadeiro é saber que existe em nós, no mais profundo de nosso ser, algo que respeita as leis superiores, e delas se pode viver a partir do momento em que abdicamos do nosso mal interior, ou pelo menos o canalizamos em forma de energia idealística na tentativa de entender o que realmente precisamos em termos sociais, religiosos, políticos, porém, é mais que isso que necessita a alma. Necessita de se encontrar, e de viver fora das prisões que a colocamos diariamente...

Aprisionar a alma é manter restrições ao que ela tem de direito e que conquistou há séculos – na realidade, mais que isso; a alma é desde sempre um legado divino sem o qual não nos apaixonaríamos, não teríamos fome, instintos, desejos, mas não adianta ter uma espada se com ela cortamos tomates para fazer salada, ou melhor, uma espada que nasceu para defender-se do mal, hoje o está enraizando debaixo da terra, e dando frutos.

Estamos retirando o direito de a alma ser alma, quando não estamos dispostos a parar, em meio a um trânsito louco, e observar um sol maravilhoso. Estamos matando nossas raízes mais humanas quando deixamos de satisfazer uma criança e vê-la triste, simplesmente porque acreditamos que o trabalho é o que nos faz melhor todos os dias. Nada melhor do que ouvir os clássicos (links acima), sentir cada gota se suas harmonias, quando falam conosco. A verdadeira música vem de cima, ou pelo menos tem raiz celeste, pois quando nos rebelamos contra o mundo, desativamos todas nossas armas e encontramos as soluções para um mundo melhor as ouvindo. E isso é concreto.



Vamos nos sentar, conversar algo que podemos partilhar um com o outro, sem rasuras, vinganças, indiretas, problemáticas existenciais; vamos rever nossos conceitos de humanidade, amor, beleza, justiça, e dialogar sobre estes sem... Violência.

Levar em consideração o que o próximo pensa como religioso, olhar em seus olhos e dizer que o que move o homem é a própria alma, seus ideais que um dia, num passado clássico, tentaram nos mostrar e conseguiram a duras penas.





Ave!

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

O Homem, o Leão e o Pôr do Sol

"Nosso trabalho é a nossa maior oração" (JAL)



Quando em nossos olhos a vida vem com toda sua fúria, a mente não rejeita. Levantamos, mesmo com todos nossos demônios desejando o inverso, com todos nossos ossos a doer pelos trabalhos passados, mesmo e apesar de lembranças que não nos deram paz de espirito... Seguimos em luta.

Oramos ao sol nosso dia cada dia, meio tímidos, mas o leão manso acorda, sorri, destrói os lírios do mal, as plantações de uma madrugada mal sonhada – pesadelos sem fim; acordamos, enfim. Sentimos o hibrido de uma consciência de seguir e ficar ante a terra presos à matéria, ao átomo incansável que nos impressiona, e esquecemos o espírito – tão incansável quanto à lua, que paira milhões de anos sobre nossos ombros.

E o sol, esfera que nasce em nós, como uma tocha incansável que não se apaga, penetra em nosso âmago de forma tão afincada que nos faz vestir o belo, o bom e o justo, nos fazendo mais sábios um dia atrás do outro. E a ele, sempre que posso, faço minha reverência...

Sol nosso de cada dia, te peço, abençoe meu dia, proteja meu rebanho, alimente-os, faça-os justos e fortes como tu, e os faça perseguir cada raio de sua miríade, e andar em seu caminho de paz e Justiça. Sol meu, ilumine minhas folhas, ainda que meus espinhos sejam mais fortes que o número de pétalas em mim, dê-me forças para ser e não ter, assim o que há em mim de mal, harmonizar-se-á com a outra parte que em mim está. Pai Esférico, não deixai a covardia me deter, pois ela, meu reflexo do Bem, me distancia das pessoas, da vida, e me faz temer a morte.

E continuamos a perseguir a vida, observando as serras, tão curvas como a própria vida do homem, que rejeita as leis e depois se volta pelo medo, pela ignorância; tão esquivas, e belas, com o segredo de uma mulher que resguarda seus mistérios; tão verdes e alaranjadas, como espetáculos jamais vistos por olhos que um dia viram o mal se fazer pelas mãos do humano...

Contudo, prosseguir é a nossa tônica, pisar em cacos de vidro, deixar sangrar, olhar o ferimento, curar-se, prosseguir, é a nossa natureza; chorar, sentar-se, esperar a dor tomar a alma, impressionar-se pelos glóbulos que caem ao chão é do ser humano, no entanto, devemos andar, como um monge, sempre que podemos, como oradores sem fim...

Não baixar a cabeça, não servir de bezerros aos senhores das leis vulneráveis, e sim questioná-los, aborrecê-los, torná-los intrigados pelo nosso desejo de viver. Deixar que nos ignore, deixar que suas opiniões baseadas em premissas intelectuais faça o desejo dos menos favorecidos no saber, e ser o que os deuses nos pedem a cada instante: profissionais do céu.

Esse céu, tão perto, florescente, que incandesce nosso corpo, nos eleva ao pico de nossos desejos mais internos, está preso à nossa consciência maior, espera-nos como um senhor milenar, em uma cadeira de balanço, a nos dar conselhos de como envelhecer bem, ao mesmo tempo, sendo jovem em nossas possibilidades, doando o que em nós persiste em ficar preso: nossos corações.

Amor

Quando o amor nos vem, ficamos presos a ele; um sentimento tão maravilhoso, que nos faz repensar a vida, nossos atos frente a ela; faz-nos refletir o que somos perante o próximo, ao mundo, e quando temos em nós, diante de nós, uma situação em que possamos demonstrá-lo, agimos em conformidade com o que somos, seres magníficos, filhos de uma natureza que age voluntariamente, sem pedir, tomar, desejar, apenas por ação, sem  reações, as quais, infindáveis seriam se nossos atos tivessem o desejo material.


Vamos caminhar, encontrar em nossas esferas naturais, em nossos caminhos diários, o que deixaram para nós, todos os dias, sementes das quais possam nascer mais humanos, com pretensões de justiça, amor, liberdade, paz e vida...



Lua, nessa noite tão bela quanto vós, adormeça nossos sentidos mais virulentos, acorde os nossos mais humanos. Dê-nos vossa luminosidade, e que dela possamos refletir acerca desse mistério que nos faz acordar, viver e dormir, todos os dias.



Amém.




quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Amiga do Fogo e da Água.

A realidade de uma dor nos faz refletir acerca da vida, da morte, do mundo... Acerca de nosso papel frente à família, aos deuses, enfim, a realidade, rainha das essência físicas e materiais, se esconde por trás de portas que fazemos questão de fechar, mas um dia temos que abri-la, e encarar o que está do outro lado... Nós mesmos.







Conheço uma amiga, muito amiga, que está se perdendo em prantos, e deles não consegue se dissipar. É a dor de uma mãe que se foi, três anos depois de seu irmão mais velho ir para o desconhecido; de um marido frio, calculista, que, ao saber que suas honrarias acabaram --  sua sogra o tratava como a um filho; -- e por isso, não havia mais proteção, cativo, enfim, a segunda mãe se foi. E, assim, pediu divórcio a ela, a essa querida amiga. O destino, não satisfeito, essa semana, fez com que um outro irmão adoecesse, e agora precisa muito de sua ajuda.

Mais tarde, porém, o marido voltou. Na complacência de tentar novamente se lidar com ela, na dúvida, ao lembrar-se de suas duas filhas bem criadas, lá estava ele de volta. Não por muito tempo, no entanto. Mais tarde, os sonhos de uma re-vida (uma nova vida) voltariam a desabar, mesmo porque, quando se volta ao velho-novo modo de viver, é como se soubesse o que queremos, ou o que o parceiro pretende... E por isso, a descontínua vida, ou a depender de quem a leva, a dependência total àquele que um dia amou... No caso desta, o marido.

Ele, no entanto, queria a felicidade, algo que se pode conseguir em conjunto, ou individualmente. Hoje, quando se fala em felicidade, pairamos em conceitos vagos, dos quais conseguimos relatar fatos corriqueiros, dentro de meios que, acreditamos, ser o pico da montanha mais bela... Mas é apenas um pássaro que se vai, azul, perfeito, do qual sentimos saudades, mas não o vemos por muito tempo...

Assim, minha amiga, ao saber que o seu esposo, o buscador de felicidades individuais (?), queria outro meio a se viver, respirar outros ares, curtir outras esferas, enfim, sorrir um pouco, pois não conseguia sorrir em uma família linda, em que tudo se tinha, até adolescentes encaminhados à faculdade, e se foi novamente...

Não conseguia amar o quadro que a natureza divina lhe havia dado, e sim, amar o que nele, egoisticamente, nascia: a vontade de se fazer feliz. Na realidade, há pessoas felizes que querem o mesmo ao parceiro, e que tem a vontade disciplinar em buscar o amor em seu mais profundo conceito, e há aqueles que desistem de buscar o que a nós compete: sermos felizes ao lado de quem amamos.

Claro que, se buscarmos a felicidade individualmente, não é nenhum pecado, mas se estamos dentro de uma família, de um meio em que vivemos segundo as regras divinas, ou menos do que isso, de uma regra social, de alguma maneira, temos que nos educar, nessa vivência, e começar, todos os dias, nos fazer questionamentos a respeito do como podemos ser felizes juntos.

É uma ideia utópica? Não. Obviamente que não. Somos partícipes de sonhos mais complexos, nos quais fazemos questão de vivenciar,  e por que então desistir de outros mais arrojados, como por exemplo, fazer feliz a nossa família – não é tão utópico assim...

Hoje, quando observo essa amiga, uma criatura que se tornara tão forte e ao mesmo tempo tão frágil, temo o que a espera. Depois da ida de sua mãe ao céu dos justos, ela percorre meios para se infiltrar, viver, sentir, mas não consegue... E sei por quê. Sei também que os problemas nos tornam fortes, ao passo que nos conscientizamos de que a chamada vingança não seja um dos pratos de nosso ego ferido.

Não adianta dizer que Deus quer assim, nem mesmo dizer que a culpa é Dele; somos fiéis aos nossos desejos, e dele nos comprazemos como se fôssemos crianças, mas ao chegar a dor, o medo, o desespero, a falta de tudo que nos firmou até ali, pensamos apenas em impor culpas em todos e em tudo – menos em nós.

Essa querida amiga, pelos rastros de ódio que havia deixado, sabíamos que seu futuro emocional não seria tão perfeito, ainda que estivesse materialmente confortável. Mas isso nunca nos revelou o que sentimos por dentro.

As raízes de nossa vida, aquelas que ficam em cada um após turbulências, devem ser revistas, observadas como uma criança má, o que significa que, na maioria das vezes, não conseguimos educá-las, e assim, acabamos aprendendo com elas...  Aprendendo que devemos nos observar, em palavras, em gestos, e perguntar para onde estamos indo e por quê; tentar entender nosso papel no mundo, antes aos nossos princípios, ideais,  e não sucumbir a desejos daquela criança má, que vive em nós.

Pensar na vida como um grande mar e que de alguma forma temos que nadar rumo ao nosso navio, ou olhar para o céu, observar aquela estrela bela, e ainda que esteja longe de nossos propósitos, saber que existem outras que podemos alcançar; e se não, que a lua seja o objeto de busca.

Sei que não é tão fácil assim... Ainda ontem, fiquei sabendo que, além da mãe que ela perdera, do marido que se revelou um egoísta, e se foi em  busca da felicidade, o irmão dela quase sucumbiu a uma doença que ainda prefere ocultar-se aos olhos, mas não aos sentimentos; dizem que seu irmão, o que mais ama, antes um atleta, um teimoso andarilho, está com várias manchas no pulmão; hoje, não consegue se deslocar facilmente de um lugar para o outro, nem mesmo descansar sua cabeça sobre as mãos quando tentar descansar, sentado à mesa na hora do almoço.

E o coração dessa querida amiga, com certeza, ainda tenta entender o porquê de o destino lhes resguardar tantas más surpresas. Mas ela continua de pé, forte, a criar suas filhas, tenta... Mas sabemos o quanto chora às escondidas, o quanto sente falta de uma família composta por ela, suas filhas e mais um.


O meu papel nisso tudo, talvez, é observar de longe, vê-la crescer ante a tudo que por ela passa; sei também que tem vergonha em me dizer, relatar sua dor, mesmo porque sou homem, e isso a perturba, pois não tenho a visão do segundo logus em experiências tais quais a essas; mas de uma coisa eu sei, ela vai olhar para o céu, buscar forças, como a um pássaro o faz perto do sol, tentar sorrir, e nesse sorriso entender que há mais entre nós humanos e esse céu que nos cobre.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Abismo político

Para finalizar nossa reverberação acerca de nosso tempo, de nossas vontades políticas, e desejos de realização futura, quero falar um pouquinho sobre educação de maneira que não seja tão tradicional, mas também não tão moderna. Chegar ao meio termo (!). Apenas opinar e fazer algumas reflexões junto àqueles que compartilham comigo esse blog.



Temos muito mais fábricas de abismos do que qualquer outra.



Sabemos que estamos em bolas de neve consecutivas, todas elas com um pouco de tudo. Da precariedade econômica, na qual não somente os beneficiados dos setores privados se indignam, mas principalmente os mais pobres, que não conseguem espaço em uma sociedade que o afasta, devagar, como quem os empurra para um abismo ao terror que se consome fora de casa a aprisionar milhões, todos os anos.

Não é preciso salientar que estamos a falar da grande política, arma do homem atual, com vistas ao bem estar social, econômico, dos menos favorecidos. Sabemos que é uma grande ironia (não política) que se arma dos pés à cabeça, com armas de brinquedo, com voz de trovão balançando uma telha por detrás das cortinas.

E a maioria, quase cem por cento, sabe que o que reluz na verdade, no fim do túnel, não é uma luz da salvação, mas um outro trem, e que se não sairmos da frente ele nos atropela. A luz, aquela que um dia nos fez acreditar nessa primeira, ainda frágil, reluz no coração dos homens de bem, e é neles que acreditamos. Pois deles, desses grandes, podemos aprender que o passado clássico ainda não morreu e que suas chamas são mais palitos numa escuridão, são tochas que não se apagam nunca.

Legado de Roma

Lembro-me de um período em que a própria Roma, como um pouco mais de um milhão de habitantes, no inicio, possuía um sistema clássico de tribunais no qual o cidadão não precisava de advogados, se quisesse. Era a educação dos deuses. É infantil dizer isso, no entanto, se há uma sociedade informada, que prioriza, desde a tenra idade, a educação, como meio natural, não como obrigação ou direito social, hoje em dia a compreendemos como ilha, ou meramente louca dentro do âmbito das nações – Roma era realmente de outro mundo...

Não, não era. Há países que se importam com esse modelo, com o de Roma no inicio do século. Entre eles, Dinamarca, Holanda, entre outros, nos quais há mais parcerias do que imposições; dizem que, na época das eleições, na Suíça, você se levanta, vai comer um prato gostoso em um restaurante, passeia com seu filhos no parque e... (ih, uma urna!), vota, se quiser, e continua seu dia...

Chegar a esse ponto de responsabilidade, em certos países como o nosso, é falar de vidas em Plutão, Saturno, ou seja, é chamar isso de utopia, mas não é. Nosso nível de confiabilidade, em questões politicas, religiosas, sociais... a cada ano, se desestabiliza, como uma grande torre que já nem mais torta está, e sim decaindo mesmo, quase ao chão; e há ainda aqueles que, seguindo o trajeto da bendita com suas cabeças, juram que ela, a torre, está ereta! Como acreditar em sistemas nos quais o que aprendemos aqui está dando certo lá fora, e no nosso não?!

A Torre

A torre não está ereta. Distanciamo-nos de uma realidade em palavras, principalmente a palavra política, que, hoje em dia, por aqui, é sinônimo de falcatruas, corrupção, obras inacabadas, governos miseráveis que se tornam ricos; é sinal de guerras santas, de briga por petróleo, enfim, não estamos aqui com o garfo e a faca ainda, e nem é hora do almoço, para almoçar nosso melhor prato, falar mal dos sistemas, mas política deixou de dar sinais, morreu.

Política já foi sinal de ajuda aos semelhantes – talvez seja essa a tônica --, e muito mais do que pensamos. Foi, em sua essência, entender uma realidade, senti-la com seus próprios dedos, braços, olhos, e tentar, de algum modo, passar ao seu semelhante – não é falácia.

O motor de cada sistema é a Educação, não a politica. Antes, o sol, depois seus raios; antes, a chuva, depois os frutos de suas águas.

Atual

Nos moldes atuais, pelo menos na parte ocidental do planeta, temos provas de que somente a palavra educação se assemelha ao que ela é, o resto, pelo que nos imprime a dizer, não tem nada a ver.

Não há meios, na realidade, para vivê-la na sua real complacência. Hoje, ao contrário de um passado clássico, tudo é subjetivo, ou seja, se eu acho uma coisa, tenho que ter respeito ao que você, como sua visão, acha – nada mais cristão. Porém, em termos de mudança em sistema (olha nós de novo!), não se pode falar em politica, em religião, em família, em escolas, faculdades, universidades... se a palavra educação não for seguida como nos moldes do passado; e isso não é subjetivo!

Ela, por si só, nos dá a impressão de que a usamos de maneira corriqueira, livre, sem empecilhos, respeitando-a, amando-a, como um casal que se ama e que acabara de se fazer as alianças. Não podemos fazer isso! Ela, a educação, deve ser ponto crucial no desenvolvimento do ser humano, não como hoje o é, em escolas, à mercê de leis e artigos que se fundamentam em arcaísmos dos quais não se pode mudar nada.

E, para dizer que não mudam, algumas regrinhas em sala, no horário, no professor novo que fala muito bem, no colégio que foi pintado pela turminha, são elementos que para nós são muito importantes, contudo, para a educação, não tem coisa pior.

Se observarmos a História, teremos mais elementos para nos basear e muito mais para lidar com nossas precariedades idealísticas, ou seja, queremos inventar do nada na maioria das vezes e caímos em outro abismo, onde há outros modelos que retiramos de nossos chapéus de caipira.

Se não houver uma pitada de tradição, do conhecimento antigo, da reverência aos grandes oradores e educadores do passado, uma ponta sequer de Platão, Sócrates, Aristóteles, no sentido mais prático da questão – não apenas teórico – outros abismos se formarão por si mesmos, antes de o próprio ocidental inventar mais um robô de lata para a alegria passageira do mundo.





quinta-feira, 2 de outubro de 2014

A Sombra do Mestre

Nesse grande navio em que estamos, ou como diria um grande filósofo, nesse trem sem maquinista, percebemos brigas para comandá-lo, mesmo que não tenham sequer treinamento para tanto.  


Uma luz que brilhou demais.



Sócrates, 469 aC – 399 aC, foi um filósofo ateniense do período clássico, na Grécia Antiga. Hoje, graças a Platão, seu discípulo (428aC-347aC), que em sua obras ressalta o mestre, em cada diálogo, percebemos que há diversos Sócrates, cada um com seus enigmas, com mistérios nos quais o próprio Platão deixou-nos para desvendar. Mas uma coisa é clara, o “Filho do Pedreiro”, ou “A mosca”, como era mais conhecido na cidade de Atenas, por nunca sossegar, sempre se importou com a Verdade.

Dizem que havia um elementar que o seguia, que dava “ordens”, às quais Sócrates fazia questão de obedecer... Tal Demon, como dizia, falava em seus ouvidos nas horas em que o filósofo partia para suas caminhadas com seus discípulos, e com eles respostas fluíam do nada, semelhante a uma fonte do saber.

Sócrates, ao contrário de seu discípulo maior, Platão, não era iniciado, mas isso não o deixaria à parte daqueles tradicionais filósofos aos quais nos referimos sempre; muito pelo contrário. Dele muitas filosofias e ideologias partiram, escolas foram feitas, discípulos nasceram, além de mestres que colheram a essência do que ele fora, e até hoje, graças a eles, o respeitamos e admiramos.

O que nos faz admirar Sócrates, na realidade, é que mesmo em uma época tão conturbada, como era a da democracia ateniense – na qual Platão se inspirou para fazer o Mito da Caverna, -- se fazia como um raro homem em busca da verdade. Enfim, ele já a tinha em suas possibilidades, e conseguia a ver, e demonstrar do seu modo a Verdade.

Com isso criara a maiêutica, uma forma espetacular de retirar dos homens (não apenas dos jovens) a verdade. Em primeiro lugar, fazia perguntas diretas sobre a Verdade, Justiça e sobre o Bem, de modo que o interceptor ficasse  tímido no inicio, mas depois se sentia à vontade; mas Sócrates só estaria sendo um pouco cínico, porque já sabia a resposta.

No entanto, fazia com que o receptor do diálogo tivesse uma linha para seguir, como um caminho reto, e depois, ao sentir que estava perto do real conceito, falaria ao mestre. Ou seja, Sócrates tinha um método que fazia com que a pessoa descobrisse a verdade por ela mesma.

No entanto, em uma cidade que espelhava injustiça, desordem moral e ética a olhos vistos – assim como hoje – seria um tanto quanto difícil tentar seguir tal caminho sem afrontas, as quais sabia o filósofo que iria enfrentar.

E como todo caminho para cima é de certo modo estreito, iniciou os confrontos com os políticos da época, entre eles Meleto, um dos seus raros amigos que pularam o muro para o lado do interesse escuso.

Meleto sabia que Sócrates era duro de roer, mas, mesmo assim, fazia questionamentos do porquê que o seu antigo amigo fazia questão de ir de encontro  às leis do sistema ateniense, desobedecendo-as. E Sócrates, sempre tornaria a dizer, “não posso obedecer àquilo que não existe”, em sua complacência humana e clara.

Outros, mais febris com seu modo de ser, perguntavam porque Sócrates corrompia a juventude, falando até em desobediências aos deuses da cidade. “Não corrompo jovens, não corrompo ninguém; dou-lhes apenas a oportunidade de descobrir a verdade por eles mesmos, ao contrário dos demais, só isso” – a ironia socrática se fazia presente.

E quanto aos deuses, disse antes de ser levando preso, “Não posso desrespeitar potencialidades  que nos criaram; se eu acredito que há uma por trás de cada ser humano, e nele acredito, por que eu deveria deixar de acreditar em divindades, ou desrespeitá-las?”... “A acusação não tem fundamento”, disse.

O mestre foi condenado à morte.


Enfim...


Tudo se passara, e o tempo nos faz todos os dias refletir acerca do que somos, para onde vamos e porquê. Todos os dias singramos em navios enormes, cujos marinheiros por mais bem intencionados que sejam, não sabem navegar, serem comandantes, pois não amam o mar, nem mesmo o navio, ou tiveram treinamento especifico para tanto.

E desse navio metafórico, como Sócrates fazia questão de lembrar, elegemos de qualquer forma um marinheiro, um tripulante, um perdido em meio ao mar, simplesmente porque o sistema o pede. Será que pede mesmo?...

Não, se sistema falasse, ele próprio pediria respeito, mesmo porque sistema são feitos de pessoas – sociedades, grupos, enfim – e são eleitos de acordo com a vontade alheia para comandá-lo. Não há comandantes reais,

Nenhum sistema gostaria, na minha visão, de ter em seu currículo pessoas morrendo, crianças abandonadas à mercê da miséria, ou mesmo sociedades com todas as regalias e outras com tão pouco. Isso, infelizmente, é desejo humano. 

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

A Sombra de Sócrates

Eleição. Voto. Povo. Candidatos... uma época de reflexão em comunhão com os dissabores da política atual. É preciso repensar sempre o papel do ser humano nessas horas, dentro de sua sociedade e universo -- mas como?



Sócrates. Mais eterno do que nunca.



A imagem, o som, os sentidos, os trabalhos realizados pelos deuses, tudo possui uma verdade. No terreno dos homens, no entanto, este em que se passam ideologias, pensamentos refletidos e irrefletidos, sempre acompanhados de uma perspicácia racional, há sempre o medo de sermos enganados, pois, ao se tratar de homens e sistemas, todos se unem em função de interesses que estão longe de outra verdade... A humana.

Não fui claro. Desde que o homem é homem houve sempre aqueles que buscaram o poder, mesmo que fosse provisório, com apenas alguns segundos de rejubilação no provável trono. Houve sempre, também, aqueles que questionaram atos desses supostos reis, os quais nasceram como ervas daninhas em forma de governos pelo mundo afora.

Ao contrário dos homens que indagam posturas, que nascem em suas cavernas, que querem ver o sol, trabalham escusos em nome de uma humanidade que, na maioria das vezes, não os compreende. Tais seres, os filósofos, amantes da verdade, foram em épocas distantes excomungados e jogados para fora de seus países, e até hoje são vistos como extraterrestres invasores de mentes de jovens, assim como um dia o foi nosso querido Sócrates, o qual, como uma tocha acesa nas mentes humanas, que provocava o escuro imposto pelos grandes políticos, foi obrigado a nos deixar, pois brilhava demais...

E como diria um grande filósofo “até mesmo a luz pode nos deixar longe da realidade”, enfim, não apenas o escuro nos deixa cego, mas a luz, em sua plena imensidão, como o sol, em olhos maduros, que saem de cavernas, é perigosa. Foi o que aconteceu com o filósofo.

Um Pouco de Sócrates

Caminhando entre os jovens e a conversar naturalmente acerca da Verdade, Justiça e Beleza, Sócrates os fazia refletir sobre tais quesitos (era a maiêutica), e nesse ínterim, olhava de soslaio o rosto do ignorante e sorria com pequenos gestos labiais e imprecisos – era a ironia de socrática.

Mas ele nunca conseguiu parar. Mesmo depois de sentenciado à morte, revelava-se um homem -menino em meio a monstros que o ameaçavam prendê-lo de vez; mas amava o que fazia, e fazia de modo racional, inteligente, emotivo, sempre idealizando a Verdade.


Um dia questionado acerca do porquê de sua vida ser voltada a violar os preceitos da sociedade  (na época), como corromper os jovens, desobedecer às leis, e aos deuses, ele respondeu... “Não corrompo jovens, apenas dou-lhes a oportunidade de buscar a verdade que neles se esconde, ao contrário do que ocorre com os demais; e com relação às leis, não posso obedecer àquilo que não existe, e quanto aos deuses, se acredito no ser humano, acredito em potencialidades que o fizeram, e se há potencialidades, como posso desobedecer a esse Principio?”...

Sócrates revelou-se, como poucos, corajoso e fiel aos seus princípios, e, quando o questionavam sobre o sistema da época, dizia... “Me digam uma coisa, vocês elegeriam, como agora o fazem, um comandante de um navio, em pleno alto mar?” – era a Democracia grega da qual surgiam os governantes os quais Sócrates tinha asco, e que fazia questão de criticar... “Não!, não elegeríamos”, dizia Meleto, um dos amigos que tinham sucumbido à politica... E continuava o filósofo... “Outra coisa, se precisares de um marceneiro, de um sapateiro,  em situações nas quais eles lhe faltem, vai tentar elegê-los no meio do povo, da mesma forma?”... E olhando o vazio, Meleto disse... “Não”...  “Então – disse Sócrates --, por que no momento em que precisamos de um homem justo que governe uma cidade, elegemos qualquer um?”

Meleto, claro, em meio a pensamentos que pareciam se conformar com o que Sócrates falara, desiste de continuar e se vai, ofendendo o filósofo.

Hoje

Quanto observo seres surgindo do nada, pedindo (às vezes implorando) meu voto, repenso o que Sócrates falou no passado. E penso: nossos ouvidos precisam de uma voz, e nossa consciência, roubada, adulterada, precisa se um novo dono, mesmo que seja aquele ser que se esconde em nós, que se revela dono da verdade, porém, precisamos de um outro ser que nos acorde e nos direcione em favor desse primeiro, que subjaz a nossa alma: falo de um mestre.

Mas a sociedade não é mais a mesma. Está semelhante a uma bola irreparável de desordem, dentro da qual nos sentimos como meninos sendo educados por ignorantes. O passado, a pensar dessa forma, não se esconde, mas se mostra e se revela tão atual quanto o ontem.

E quando observamos esses reais ETS que vêm do nada, em forma de números, de caras de fome, de línguas incompreensíveis, sem nada a lhe oferecer a não ser a mentira, penso na educação que estamos formando.




E isso é assunto para mais tarde...

Abraços.


A Parte que nos Falta

"É ótimo ter dúvidas, mas é muito melhor respondê-las"  A sensação é de que todos te deixaram. Não há mais ninguém ao seu lado....