terça-feira, 4 de agosto de 2020

Nos Detalhes

Só não vê quem não busca.


Há uma linha imaginária que nos separa a realidade dos sonhos; o mal do bem; a vida da morte... E assim consequentemente. Não menos, porém, há uma grande ilusória (ou não) linha nos que separa do que percebemos e do que não percebemos, quando Deus está diante de nós, ou mesmo em nós.

Não é fácil, ou como diria o gramático, "não é gratuito", e sim uma questão de saber distinguir. Claro que não falo pelo homens incrédulos, que buscam dúvidas e não certezas, com o porte de abarcar mais incertezas ainda para seus caminhos ateus. Falo aos homens que se levantam, e buscam nas miríades solares o perpetrar divino na alma, quando se abre os olhos ante a um sol ainda que ameno. Aos pequenos bruxos, que sorriem a todos, mesmo quando seus telhados desabam em seus pés; falo às pessoas exaustas, cansadas do trabalho árduo, que se jogam na cama quando sentem que o descanso pede, mas não faz parte de sua labuta, tanto que, ao mínimo som da vida, dos pássaros na varanda, dinamizam suas dores, e iniciam tudo de novo..

São poucos aos que me dirijo, porque acreditam os demais que tais características são meramente humanas (não estão erradas), porém são meios com os quais lidam com o sagrado e com o profano quando invadem suas vidas. O mistério da vida, talvez, se encontre aí, na percepção dos detalhes, dos mais simples aos complexos, dentro dos quais, se houvesse um microscópio espiritual, saberíamos a razão do que nos ocorre, e a primeira sensação seria entender uma verdade: nada nos ocorre por acaso.

Assim, trabalharíamos mais com fervor e sabedoria, com mais amor e sutilidade, com determinação e praticidade, até encontrar o real motivo de nosso mundo ser o que é. Nada é por acaso, nada passa aos olhos da Vida, do grande Oceano, do Silêncio, do Tudo e do Nada. Dessa maneira, sentiríamos a Música das esferas, o ritmo das Ondas invisíveis, a linha que nos prende ao Outro.

Não é questão de religião, mas de Religião.

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Para onde vamos (ii)

Os mistérios moram em cada um. Todos eles.


...É possível que passemos mais alguns momentos a falar sobre esse tema, que, com certeza, nos embriaga a mente, nos burla a alma, e sintetiza o que o ser humano tanto quer... Ou seja, saber para onde vai, depois que se vai... morrer mesmo.

Não é da minha alçada desmistificar essa pergunta (ou respondê-la com afinco), pretendo somente levantar questionamentos que, de repente, alguém ainda não fez sobre ela, a possível jornada ao além (sei lá pra onde).

Não é fácil responder, claro, e por isso hoje, nós humanos vamos atrás de respostas incríveis que salientam presunções culturais, interesses humanos, até mesmo de políticos que se duelam na tentativa de mudar inclusive o direito de mudar-se para algum lugar em que ele possa 'se dar bem'. Porém é dentro do cunho religioso que devemos no focar, pois ressalta uma provável resposta, baseada em preceitos criados em livros clássicos nos quais se lê e se obedece, se interpreta, e se pratica, tal qual aquele que escreve e exerce uma lei contemporânea, a lei que um dia fora escrita como runas.

Em várias escrituras temos diferentes visões acerca do post mortem, e isso é bom, mesmo porque, se todas fossem gêmeas, teríamos uma visão única e provavelmente certa do que iríamos encontrar depois da morte; todavia, para o bem da humanidade, não temos essa unicidade. Temos, sim, uma realidade que nos puxa para o que somos, primeiramente; depois, ao que pretedemos na vida, e depois, nosso papel diante dela. Tudo é uma questão de atitude, prática, vivência. Não é do humano questionar-se e ficar estagnado ante aos mistérios; não é nosso esse adjetivo, de pensar, chorar e esperar a morte, apenas com o intuito de saber 'para onde vamos'.

O que nos faz mais forte, a meu ver, são aquelas respostas frias, decididas, com visões homéricas a respeito do futuro humano, porém, estanques, sem referenciais, quase que reinventadas, ou pior, com fins de reinventar um céu, um inferno. Tais respostas nos faz mais fortes quanto ao que devemos buscar, e isso já é uma forma de céu, pois traduz o que um dia um grande professor me disse a respeito das dúvidas, "se um dia buscamos a Deus, já o temos em nossas possibilidades"!

E se buscarmos o post mortem? de repente já o temos também. 



Até amanhã.

quinta-feira, 30 de julho de 2020

Para onde Vamos (?)

Será que a morte nos conduz ao mesmo fim?

É uma questão que, com certeza, se encerrássemos com duzentas páginas de blog, ainda seria pouco. No entanto, não estamos aqui para fazer 'páginas', mas para buscar nas entrelinhas a solução de algumas coisas que nos acontecem aqui, dentro de nós. E uma delas é esse questionamento, frio, desagradável, repudiante e ao mesmo tempo fantástico e misterioso..

Não existe nenhuma religião (Igreja, seita...) que não saiba a resposta desse grande mistério, coisa que pode se igualar aos xiitas que se suicidam em nome de seus supostos 'salvadores do céu', ou seja, paraísos naturais além-terra, além-mar, além-tudo, onde maravilhosas virgens, a espera do grande herói, debaixo de grandes cascatas de mel, nuas, dança ao som da música... cultural de cada louco.

A respeito das religiões no mundo, não posso ser genérico, mesmo porque há tradições que provam que algumas delas tentam seguir a lei natural da questão do pós mortem, ou seja, respeitam e acreditam que há uma continuidade, dentro um mundo não conhecido pelo humano, o qual, materialista, faz questão de fincar os pés na terra e se sentir imortal, mesmo com trilhões de exemplos contrários... 

Então, mais um vez, dissemos a esses maravilhosos  cabeças duras, A Morte Existe! A Vida também, e com isso todos concordam, mas não entendem. Talvez porque 'vida' signifique', assim como muitos valores, algo relativo, passageiro, que depende de respiração, ação, meditação, reflexão,,, Então, mais um aviso: Há Seres Que não Meditam e Existem! Há seres que não respiram, há uma gama de naturezas no mundo e fora dele que desconhecemos, que vivem, com vida própria!

Mas para onde Vamos?
Tenho uma irmã (fugindo um pouco das reflexões acima) que, quando mais nova, teve um problema que a atinge até hoje -- a esquizofrenia. Graças a medicamentos, hoje, está bem, obrigado. Porém (sempre há poréns), se não houver medicamentos, iniciam processos de questionamentos rápidos em sua  mente, a falar sem parar, a querer sair não se sabe para onde, e assim nos deixando preocupados, até então. Semelhante a alguém que quer sair de uma suposta caverna psicológica, assim vejo.

Muitos vêem isso como comportamentos irregulares a uma pessoa que, quando jovem, bela e idealista, brincalhona, jamais pensou ou falou tais coisas -- o que é normal a meu ver, porque se cresce em todos os sentidos, se eu não me engano, mas os outros, sem respostas, não se procuram tergiversar da situação e tentar entender o porquê. Entretanto tem algo que nos incomoda, que é o "Para onde ela quer ir", ao parar e pensar, quando não se toma o remédio bendito.

Às vezes penso o mesmo, mesmo porque sou casado e quando a 'coisa' pega penso que sou um pássaro, sei lá, ou mesmo um urubu, voando alto, aproveitando o fluxo de ar e descansando minhas asas, sem batê-las ou, por ser casado, obrigado a isso! 

Fora a brincadeira, é preciso entender que muitos sacerdotes no passado, como os egípcios sempre tinham por perto, claro, sabiam que o oculto era mais que sagrado, era algo sobre o qual não se poderia comentar, falar aos sete ventos, e sim respeitar em forma de símbolos que eram moldados à sua visão, e sabemos que tal nação era a melhor nesse quesito. Ao contrário de nós, acreditem, sabiam que o 'outro mundo' - seja lá qual ele for -- era tão concreto quanto esse em que vivemos, e por isso faziam festas sagradas em homenagens aos deuses ocultos e aos presentes. Era sagrado mesmo.

Assim como no Egito, havia a Escola de Elêusis, na Grécia Antiga, na qual sacerdotisas tinham o mesmo papel, em sacralizar as palavras que de lá saiam, até mesmo os atos humanos em relação ao ao próximo, à natureza, e assim, criavam deuses à sua imagem, mas sempre com um forte simbolismo por trás. Assim o foi em várias culturas...

Hoje, talvez haja culturas que celebrem o outro mundo, que o amem tanto quanto o atual, cheio de políticas e religiões, ciências e sociedade afastadas do Passado, o que já é um grande passo, contudo, a tradição nos ensinou que para amar o que há por detrás da vida, ou seja, compreender a morte, é preciso compreender a Vida.

Não se esqueça, "Todos os Homens Morrem, Mas nem Todos Homens Vivem".


Assunto bom.
Volto amanhã


quarta-feira, 29 de julho de 2020

A realidade e o real

A J.A.L


Nascemos com a mente dual e por isso nosso comprometimento com o real, com o eterno. Não há possibilidades de aceitarmos somente aquilo que nos cerca, ou aquilo que não nos cerca, pelo menos de forma visível. Somos duais até mesmo em acreditar naquilo que tocamos, percebemos e praticamos como seres humanos. É uma forma de busca, claro. Entretanto, deixamos de viver o que é sensato, evidente, belo em essência e misterioso por natureza. Falo do oculto.

Quem acorda todos os dias e faz sua manhã mais interessante por causa de uns pequenos raios de sol, sem mesmo se questionar o porquê daquela necessidade (além)física de sentir as miríadas solares, não sabe nem mesmo se questionar porque acorda. Quem anda todos os dias para o trabalho, se encontra com várias pessoas interessantes, outras não, não importa, e que não se questiona a natureza daqueles encontros, e quais ensinamentos podem te passar, não sabe para onde vai ou por quê.

Dentro desse mesmo tom, reclamamos, sorrimos, e se somos de alguma seita partidária, ou nem tanto, possui suas respostas baseadas em princípios maternos, nos quais, um dia, a ele foi dito que o Criador está de olhos abertos em qualquer um que estiver, ou pelo simples fato de não conjugar a natureza como um todo e sim separada de si mesmo. Esse é o tom maior que nos comanda.

Nada é por acaso. Nada te empurra para longe ou para perto, nem mesmo aquela força divina que "quer que você tenha ou não aqueles encontros", muito pelo contrário... A Natureza da qual fazemos parte, ainda que não entendam, é tão sutil e consciente quanto qualquer inteligência humana no mundo... E fora dele.

Não adianta colocarmos culpa em anjos que nossa imaginação arcaica constrói, porque não são. O único 'anjo', o 'único ser divino' que trabalha constantemente em prol ou não de nós, somos nós. A única divindade sagrada, que se enconde 'por debaixo das pedras', dos seres vivos ou não, que 'estais no céu' literal ou não, é o mesmo que se esconde em nós, lá dentro, no fundo do desconhecido humano... Esse é o real, os demais passam.

Não adianta buscarmos fora o que não aceitamos dentro.



Até amanhã.


terça-feira, 28 de julho de 2020

Direito Natural

O que está por trás de um voo?


Já percebeu o quanto fechamos os olhos para determinadas coisas que nos ocorrem na vida e que são essenciais para a nossa pequena e significante evolução?... Sim, algo que nos sussurra aos ouvidos da alma, ao buscarmos seu crescimento. Falo de direitos naturais, tais qual o observar do por do sol, da percepção dos pássaros que alimentam sua cria, em rara semelhança aos seres humanos, mas que, inviolavelmente, não reclamam... não ofendem... não distorcem palavras... 

Nosso crescimento não é semelhante ao das aves -- que, em culturas distantes, se tornaram símbolo do homem que olha para céu --, a exemplo dos faraós, os quais em épocas douradas, representavam o código da sacralidade humana na terra, por isso, o codinome "homem-deus". Nosso crescimento se faz silenciosamente, sem extravagâncias, sem políticas educacionais -- longe disso! -- e sim, por meio de formas invisíveis, elementais, sobre as quais a tradição preservou em seu núcleo a ensinar a humanidade, sem causalidades materiais, científicas ou religiosas. Não.

O homem realmente não é um produto criado somente para pensar e repensar seu erros, muito menos com pretensões físicas e ou espirituais. É mais que isso, somos feitos de barro sagrado, dentro do qual uma semântica perfeita (ou quase) se faz e nos transforma no limiar de nossa existência, mais uma vez a dizer, sem empurrões, sem dores ou busca por éticos e relativos valores. 

Se há algum valor a ser buscado, o próprio homem ainda claudica em percebê-lo, pois se fala muito neles, porém seus olhos o dizem olhando para o chão, não para o sol, ou para além dele. Os poucos que fizeram isso, na certeza de que a humanidade seguiria tais conselhos, estão em seus respectivos 'paraísos', penso; porque, se perceberam que possuímos a harmonia cósmica nas veias, o deus nitshiniano , percebido somente no ínfimo escuro de nossas forças internas, não merecem a escuridão de nossos erros.

Olhemos para o sol, para as pessoas, para o mundo. Olhemos mais para a Vida que se esconde por através das plantas, das pedras, que se tornam imensas ou migalhas minúsculas, tais qual átomos indivisíveis; questionemos nossos atos, se não estiverem na distância dos deuses e oremos ao oculto, sempre.





Até amanhã



quinta-feira, 23 de julho de 2020

Para entendê-Lo




Sei que estou sendo um pouco (pra dizer muito) breve em minhas dissertações acerca de um assunto tão belo e ao mesmo tempo tão profundo. Todavia todos sabem que, desde quando construí esse blog, este que lhes fala, tenta levar opiniões relativas às buscas diárias de Deus em sentidos diversos... Mas principalmente com focos filosóficos. Assim será sempre.

Então o leitor (numerosos demais!) deve ter uma certa leitura do que é Filosofia, Ideologia, Educação, Política, no sentido tradicional da palavra, enfim, de tudo que nos burla ou incomoda (no bom sentido) a alma... E ontem, mais uma vez, venho a falar Dele, de Deus, de uma maneira muito compacta, quase 'relâmpaga', e ao mesmo tempo simplista.

Não tem como não falar em Deus dentro de um mundo tão confuso, estreito de educação e desvirtuado de conceitos. Por isso, não canço de dizer... Precisamos de referenciais, urgente. Pois, neles, esconde-se um pouco do que somos, ou seja, do mestre interior, do Grande Professor que necessitamos. Todas as culturas, em todas as épocas, sabem disso, acho que até a atual sabe, entretanto, como disse, desvirtuou esse conceito também.

Olhar para cima ou para baixo, ir para esquerda ou para a direita, andar como? devo ser bom ou não, ou mesmo o que é mal? e por que o somos, se amamos o bem? o que é justiça? será que sou justo? o que é injustiça? será a falta da Justiça ou simplesmente a ignorância acerca desta?... E assim por diante. O referencial, por menor que seja, pode nos responder tais perguntas.

O assunto, no entanto, não é algo fácil de se entender, mesmo porque criou raízes profundas na humanidade. Revelou-se uma árvore tão maior que a higdrasil* dos nórdicos. Então referenciais, como salientei no início, somente com grandes homens que nos elucidam sem nos criar raízes também, de modo que, se nos tornarmos discípulos, procuramos a nossa verdade, não aquela que nos foi instigada pelo mestre que se nos revelou.

O papel do mestre, no entanto, não é tão breve; muito pelo contrário. Pode vir a ser pelo resto de nossas vidas, até a morte dele. Porém, sua grande palavra nos fica até o nosso 'último' suspiro. 


Até amanhã


R.

quarta-feira, 22 de julho de 2020

A presença Dele



Muitos ateus ficam sempre a se questionar a respeito de Deus em todos os sentidos. Isso não os faz hipócritas ou inocentes, claro, mas também, não chegam a ser culpados por não entenderem certas 'coisas' que nos ocorrem quando estamos na presença de Dele. Sabe por quê? Nossa mente, ao contrário de nossas almas, nasceu dual, ou seja, relativa, que aceita somente a Verdade quando ela se mostra dentro de nossos interesses pessoais. E mesmo religiosos. 

A mente (ao contrário da mente universal) aceita a escuridão porque presenciou a luz, aceita o certo, porque o errado por ela já passou; e até mesmo a justiça, porque a injustiça já lhe ocorreu. Enfim, só entendemos o porquê das coisas porque nossa mente, finita, não concebe alterar seu corpo. 

Isso, todavia, nos trás dúvidas quanto ao espírito, ao metafísico, ao que o homem não pode alcançar... E daí, o ateísmos. Mas escolas no mundo, há milênios atrás, nos deixaram legado fixos em relação ao que sabemos ou não, ao que é verdadeiro ou não, e graças à posição cômoda nossa do dia a dia, hoje, não trazemos à tona elementos que podem ratificar isso, É perturbador.

Se tivéssemos uma mente una, não teríamos problemas de separatividade com seres humanos, desfazendo qualquer tipo de preconceito. Seríamos Unos em tudo. A harmonia entre as pessoas, entre os animais e plantas, além das grandes florestas, seríamos sábios em entender que tudo está em tudo, e que o grande misericordioso Deus nada mais é que uma forma relativa de ver a grande bondade humana nos altos...

Uma grande ocultista um dia nos disse, "Se a terra fosse povoada de animais, como cavalos e vacas, estes imaginariam Deus como suas sombras". É o que somos. Vacas, cavalos, etc, tentando explicar Deus ante ao que somos.




Até amanhã.




A Parte que nos Falta

"É ótimo ter dúvidas, mas é muito melhor respondê-las"  A sensação é de que todos te deixaram. Não há mais ninguém ao seu lado....