sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Um Mito Estranho



O Início de um Novo Homem depende de cada um


Em todas as culturas tivemos o prazer de ler e apreciar seus mitos, sua profundidade, por meio de elementos que a imaginação humana revelava quando plasmava a sensação de expor o sagrado, por meio de figuras humanas, animais, com histórias fantásticas que sempre dão um bom filme, as quais, com o tempo, se perdem em devaneio do próprio humano que o criou. 

Na antiguidade clássica, por exemplo, não poder-se-ia viver sem dar credibilidade ao deus daquele mito, mesmo porque não fora colocado em vão, de forma aleatória, longe disso. Havia uma singularidade dentro da qual somente aquele sacerdote, que plasmou o mistério, saberia lidar com o seu significado... Assim o foi durante milênios. Heróis nasciam, monstros morriam, exércitos venciam, homem eram homens, e quando não, buscavam na excelência do mito o seu significado.

Enfim... O por acaso não existia; a vida tinha um sentido voltado às leis, ao perfeccionismo, ao Todo, que precisava ser levado às massas com fim de fazê-los mais perto de Deus, e conseguiam. Eles não tinham medo da vida, mesmo porque sabiam que tudo tinha uma semântica voltada ao que o homem seguia, o Espírito. Assim, o respeito ao todo, por meio do fogo, da água, dos ventos, da terra, dos elementos invisíveis que deram origem àqueles, e por fim, tinham a fé já cristalizada em sua alma, pois sabiam que estavam dentro de tudo e tudo estava dentro de cada homem...

Essa mágica, todavia, se foi. Não faz mais parte dos corações humanos. Hoje, oramos ao um deus semelhante ao homem, que ouve, que faz, que sorri, que chora, e que no fundo como uma grande alma boa, atende aos pedidos dos filhos... Ou seja, nos desconectamos de um Deus para cair em armadilhas religiosas sobre as quais temos medo de falar.

Além desse enterro sagrado das divindades, enterramos sua compreensão, seus mistérios reais, e inventamos mistérios baseados em nossas premissas ignorantes, pois deixamos de respeitar o passado e aos homens que um dia estiveram com seus escudos em nome da humanidade. Sim... Morreram os filósofos (?), os idealistas (?), os religiosos (?), os mitos (?), pois o que se vê são formas de ressuscitação de tragédias humanas no sentido mais espiritual da palavra. E o pior, o surgimento de um mito que desagrega a todos: o mito da democracia.

Surgem nele ideias relevantes à sociedade, ao povo, à nação -- como gostam de repetir --, aparecem salvadores da pátria, do mundo e até mesmo candidatos de Deus, como se estivessem prontos para governar em nome Dele. E acreditem, há homens e mulheres, graças às suas naturezas simplórias, são levados a acreditar que realmente são.

Nesse ínterim, a terra se vai em mortes genocidas, famílias de nativos sagradas, que um dia viveram de algum código, esmagadas; a natureza, a última culpada do desvario humano, se vai como cinzas ao vento. Não há, pela aparência, resoluções imediatas, mesmo porque tal mito não é de hoje, mas somente hoje ele sabe de sua existência e faz questão de subsistir em forma de promessas de homens que se julgam centros do mundo e por isso não olham e não ouvem o que não for de seus ouvidos ou olhos.

O mito se engrandece e na sua contraparte idealistas de plantão vão, meticulosamente, se questionando a respeito do seu papel em meio a devassa da vida, que era sua e de todos; ele, enfim, se olha ao espelho, dá seus primeiros passos e assim o mito. na sua profundidade, se inicia...

Precisamos disso.

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Pontos de Vista

Criemos nossos caminhos, nossas histórias,
senão criarão para nós.


Dizem os grandes homens da História que tudo porque passamos tem dois (ou mais) pontos de vista. Estão certos, claro; todavia, não mencionam o fato de que há naquele 'tudo' uma essência, uma verdade -- a não ser que seja uma história inventada, mas mesmo assim, pode haver uma verdade, ainda que seja da pessoa que quer se expressar por algum modo.

O que quero dizer é que somos tais quais a essas histórias, cujo ponto de vista é relativo, como sempre, e mais, a depender do grupo do qual fazemos parte, somos muito mais. Imaginem então uma sociedade que observa aquela pessoa no meio de uma palestra, ou uma entrevista em uma televisão, ou propriamente um candidato à presidência, ou mesmo outro cargo.... Realmente, temos algo sobre a ele a dizer, graças, entretanto, à Imprensa.

Então já que temos uma voz ou mesmo um olho a observar aquela pessoa, por que temos que dar opiniões próprias, já sabendo que tais são todas advindas de um pensamento de um grupo de jornalistas, que, na maioria das vezes, antecedem suas próprias opiniões baseadas em seus próprios interesses... Estranho hein? 

Talvez por teimosia, preguiça de ler, de buscar, refletir ou mesmo por ignorância? Tudo depende de quem vê e ouve. Há casos que, na certeza de terem seus próprios pontos de vista, sejam eles xiitas ou não, terroristas ou não, ou pior, partidários à religiões ou a legendas..., trazem para seus "caminhões" de tendências o que leem, o que ouvem, e assim, refletem o que já não interessa à essência humana.

Dizem que Heródoto foi o primeiro 'repórter' da História a traduzir de maneira brilhante seus passeios, suas viagens,  pois soube traduzir todas as suas nuances de historiador sem que houvesse uma tentativa de influenciar quem quer que seja; todavia, influenciou... E muito. Não foi, porém, pelos espetáculos que hoje se faz com a informação, mas com o simbolismo necessário em cada viagem, em cada mistificação das cidades, da transformação de cada personagem. Assim Homero o fez em suas poesias também.

Não peço que sejam contadores de histórias, mas que se lancem em buscar a verdade nas entrelinhas de cada personagem social, mesmo porque, hoje em dia, se há fábricas de opinião, precisamos ter a nossa, aqui, dentro de nós, de modo que não tenhamos que nos ressarcir com mentiras ou verdades inventadas. Já que estamos na era do tudo fake (news), então, mais do que nunca, nos vemos na necessidade de nos tangenciar dessa realidade, que já não era verdade, agora então...

Criemos nossos pontos de vista lastreados em Amor, Verdade e Beleza.

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Descobrindo


Feche os olhos e pense na folha real


É impressionante como somos cegos ante a vida. Há momentos em que percebemos a vida em nossos pés, trazendo elementos simples e ao mesmo tempo profundos, todavia, não tiramos nada deles. Graças à nossa via dualista, fazemos uma 'viagem mental' como se fôssemos seres despercebidos da mágica natural que nos acontece diariamente. 

Não é de hoje, muito menos de ontem, mas de milhares de anos atrás, deixamos de perceber, ainda, que nossos conceitos acerca de tudo nada mais é em função daquilo que observamos e sentimos, praticamos e julgamos, como um pré-pré conceito indefinito. Ou seja, transformamos tudo em uma metafísica ingênua baseada em raciocínios advindos de nossa razão (mente) que, a depender de nossas visões futurísticas ou não, destrói ou constrói o que em milhares de anos se levantou com sacralidade...

É bom olhar para trás, e tentar observar alguns templos naturais, não com os olhos de uma razão relativa, corrosiva, mas que se conjuga com a alma, e esta, com a maior. Platão queria que o homem, em suas tendências humanas, pudesse perceber que nele há o nows, a alma divina no homem, dentro da qual ideais de elevação, de busca fossem elementos con-sagradores no sentido mais sutil da palavra, porque, acreditava, estamos 'usando' de artifícios meramente materiais para a consecução de nossos céus internos, o que já anula nossas pretensões junto a Deus.

Claro... Deus é tudo, porém, se tenho a visão de elevação, não posso mirar os vermes terrenos, ou mesmo a escuridão da alma. Tenho que subir, conhecer a Vida, saber o que está por trás dos atos humanos quando crescem, se tornam homens reais, e o porquê disso. Temos muito mais a compreender, mesmo porque não somos apenas uma criança que ganha seu carrinho de Natal e corre para o quarto, e lá fica até o Ano Novo...

O que nos faz tentar entender o que somos é alma que burla o espírito ou mesmo os valores espirituais. Ela troveja em nome dos céus, joga raios em nome da verdade, faz caminhos em nome da Justiça; o que na realidade nos transforma em reais homens não é o que pensamos, mas o que fazemos com esse pensamento, principalmente se vier regado de divindade.

A Natureza agradece.




terça-feira, 4 de agosto de 2020

Nos Detalhes

Só não vê quem não busca.


Há uma linha imaginária que nos separa a realidade dos sonhos; o mal do bem; a vida da morte... E assim consequentemente. Não menos, porém, há uma grande ilusória (ou não) linha nos que separa do que percebemos e do que não percebemos, quando Deus está diante de nós, ou mesmo em nós.

Não é fácil, ou como diria o gramático, "não é gratuito", e sim uma questão de saber distinguir. Claro que não falo pelo homens incrédulos, que buscam dúvidas e não certezas, com o porte de abarcar mais incertezas ainda para seus caminhos ateus. Falo aos homens que se levantam, e buscam nas miríades solares o perpetrar divino na alma, quando se abre os olhos ante a um sol ainda que ameno. Aos pequenos bruxos, que sorriem a todos, mesmo quando seus telhados desabam em seus pés; falo às pessoas exaustas, cansadas do trabalho árduo, que se jogam na cama quando sentem que o descanso pede, mas não faz parte de sua labuta, tanto que, ao mínimo som da vida, dos pássaros na varanda, dinamizam suas dores, e iniciam tudo de novo..

São poucos aos que me dirijo, porque acreditam os demais que tais características são meramente humanas (não estão erradas), porém são meios com os quais lidam com o sagrado e com o profano quando invadem suas vidas. O mistério da vida, talvez, se encontre aí, na percepção dos detalhes, dos mais simples aos complexos, dentro dos quais, se houvesse um microscópio espiritual, saberíamos a razão do que nos ocorre, e a primeira sensação seria entender uma verdade: nada nos ocorre por acaso.

Assim, trabalharíamos mais com fervor e sabedoria, com mais amor e sutilidade, com determinação e praticidade, até encontrar o real motivo de nosso mundo ser o que é. Nada é por acaso, nada passa aos olhos da Vida, do grande Oceano, do Silêncio, do Tudo e do Nada. Dessa maneira, sentiríamos a Música das esferas, o ritmo das Ondas invisíveis, a linha que nos prende ao Outro.

Não é questão de religião, mas de Religião.

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Para onde vamos (ii)

Os mistérios moram em cada um. Todos eles.


...É possível que passemos mais alguns momentos a falar sobre esse tema, que, com certeza, nos embriaga a mente, nos burla a alma, e sintetiza o que o ser humano tanto quer... Ou seja, saber para onde vai, depois que se vai... morrer mesmo.

Não é da minha alçada desmistificar essa pergunta (ou respondê-la com afinco), pretendo somente levantar questionamentos que, de repente, alguém ainda não fez sobre ela, a possível jornada ao além (sei lá pra onde).

Não é fácil responder, claro, e por isso hoje, nós humanos vamos atrás de respostas incríveis que salientam presunções culturais, interesses humanos, até mesmo de políticos que se duelam na tentativa de mudar inclusive o direito de mudar-se para algum lugar em que ele possa 'se dar bem'. Porém é dentro do cunho religioso que devemos no focar, pois ressalta uma provável resposta, baseada em preceitos criados em livros clássicos nos quais se lê e se obedece, se interpreta, e se pratica, tal qual aquele que escreve e exerce uma lei contemporânea, a lei que um dia fora escrita como runas.

Em várias escrituras temos diferentes visões acerca do post mortem, e isso é bom, mesmo porque, se todas fossem gêmeas, teríamos uma visão única e provavelmente certa do que iríamos encontrar depois da morte; todavia, para o bem da humanidade, não temos essa unicidade. Temos, sim, uma realidade que nos puxa para o que somos, primeiramente; depois, ao que pretedemos na vida, e depois, nosso papel diante dela. Tudo é uma questão de atitude, prática, vivência. Não é do humano questionar-se e ficar estagnado ante aos mistérios; não é nosso esse adjetivo, de pensar, chorar e esperar a morte, apenas com o intuito de saber 'para onde vamos'.

O que nos faz mais forte, a meu ver, são aquelas respostas frias, decididas, com visões homéricas a respeito do futuro humano, porém, estanques, sem referenciais, quase que reinventadas, ou pior, com fins de reinventar um céu, um inferno. Tais respostas nos faz mais fortes quanto ao que devemos buscar, e isso já é uma forma de céu, pois traduz o que um dia um grande professor me disse a respeito das dúvidas, "se um dia buscamos a Deus, já o temos em nossas possibilidades"!

E se buscarmos o post mortem? de repente já o temos também. 



Até amanhã.

quinta-feira, 30 de julho de 2020

Para onde Vamos (?)

Será que a morte nos conduz ao mesmo fim?

É uma questão que, com certeza, se encerrássemos com duzentas páginas de blog, ainda seria pouco. No entanto, não estamos aqui para fazer 'páginas', mas para buscar nas entrelinhas a solução de algumas coisas que nos acontecem aqui, dentro de nós. E uma delas é esse questionamento, frio, desagradável, repudiante e ao mesmo tempo fantástico e misterioso..

Não existe nenhuma religião (Igreja, seita...) que não saiba a resposta desse grande mistério, coisa que pode se igualar aos xiitas que se suicidam em nome de seus supostos 'salvadores do céu', ou seja, paraísos naturais além-terra, além-mar, além-tudo, onde maravilhosas virgens, a espera do grande herói, debaixo de grandes cascatas de mel, nuas, dança ao som da música... cultural de cada louco.

A respeito das religiões no mundo, não posso ser genérico, mesmo porque há tradições que provam que algumas delas tentam seguir a lei natural da questão do pós mortem, ou seja, respeitam e acreditam que há uma continuidade, dentro um mundo não conhecido pelo humano, o qual, materialista, faz questão de fincar os pés na terra e se sentir imortal, mesmo com trilhões de exemplos contrários... 

Então, mais um vez, dissemos a esses maravilhosos  cabeças duras, A Morte Existe! A Vida também, e com isso todos concordam, mas não entendem. Talvez porque 'vida' signifique', assim como muitos valores, algo relativo, passageiro, que depende de respiração, ação, meditação, reflexão,,, Então, mais um aviso: Há Seres Que não Meditam e Existem! Há seres que não respiram, há uma gama de naturezas no mundo e fora dele que desconhecemos, que vivem, com vida própria!

Mas para onde Vamos?
Tenho uma irmã (fugindo um pouco das reflexões acima) que, quando mais nova, teve um problema que a atinge até hoje -- a esquizofrenia. Graças a medicamentos, hoje, está bem, obrigado. Porém (sempre há poréns), se não houver medicamentos, iniciam processos de questionamentos rápidos em sua  mente, a falar sem parar, a querer sair não se sabe para onde, e assim nos deixando preocupados, até então. Semelhante a alguém que quer sair de uma suposta caverna psicológica, assim vejo.

Muitos vêem isso como comportamentos irregulares a uma pessoa que, quando jovem, bela e idealista, brincalhona, jamais pensou ou falou tais coisas -- o que é normal a meu ver, porque se cresce em todos os sentidos, se eu não me engano, mas os outros, sem respostas, não se procuram tergiversar da situação e tentar entender o porquê. Entretanto tem algo que nos incomoda, que é o "Para onde ela quer ir", ao parar e pensar, quando não se toma o remédio bendito.

Às vezes penso o mesmo, mesmo porque sou casado e quando a 'coisa' pega penso que sou um pássaro, sei lá, ou mesmo um urubu, voando alto, aproveitando o fluxo de ar e descansando minhas asas, sem batê-las ou, por ser casado, obrigado a isso! 

Fora a brincadeira, é preciso entender que muitos sacerdotes no passado, como os egípcios sempre tinham por perto, claro, sabiam que o oculto era mais que sagrado, era algo sobre o qual não se poderia comentar, falar aos sete ventos, e sim respeitar em forma de símbolos que eram moldados à sua visão, e sabemos que tal nação era a melhor nesse quesito. Ao contrário de nós, acreditem, sabiam que o 'outro mundo' - seja lá qual ele for -- era tão concreto quanto esse em que vivemos, e por isso faziam festas sagradas em homenagens aos deuses ocultos e aos presentes. Era sagrado mesmo.

Assim como no Egito, havia a Escola de Elêusis, na Grécia Antiga, na qual sacerdotisas tinham o mesmo papel, em sacralizar as palavras que de lá saiam, até mesmo os atos humanos em relação ao ao próximo, à natureza, e assim, criavam deuses à sua imagem, mas sempre com um forte simbolismo por trás. Assim o foi em várias culturas...

Hoje, talvez haja culturas que celebrem o outro mundo, que o amem tanto quanto o atual, cheio de políticas e religiões, ciências e sociedade afastadas do Passado, o que já é um grande passo, contudo, a tradição nos ensinou que para amar o que há por detrás da vida, ou seja, compreender a morte, é preciso compreender a Vida.

Não se esqueça, "Todos os Homens Morrem, Mas nem Todos Homens Vivem".


Assunto bom.
Volto amanhã


quarta-feira, 29 de julho de 2020

A realidade e o real

A J.A.L


Nascemos com a mente dual e por isso nosso comprometimento com o real, com o eterno. Não há possibilidades de aceitarmos somente aquilo que nos cerca, ou aquilo que não nos cerca, pelo menos de forma visível. Somos duais até mesmo em acreditar naquilo que tocamos, percebemos e praticamos como seres humanos. É uma forma de busca, claro. Entretanto, deixamos de viver o que é sensato, evidente, belo em essência e misterioso por natureza. Falo do oculto.

Quem acorda todos os dias e faz sua manhã mais interessante por causa de uns pequenos raios de sol, sem mesmo se questionar o porquê daquela necessidade (além)física de sentir as miríadas solares, não sabe nem mesmo se questionar porque acorda. Quem anda todos os dias para o trabalho, se encontra com várias pessoas interessantes, outras não, não importa, e que não se questiona a natureza daqueles encontros, e quais ensinamentos podem te passar, não sabe para onde vai ou por quê.

Dentro desse mesmo tom, reclamamos, sorrimos, e se somos de alguma seita partidária, ou nem tanto, possui suas respostas baseadas em princípios maternos, nos quais, um dia, a ele foi dito que o Criador está de olhos abertos em qualquer um que estiver, ou pelo simples fato de não conjugar a natureza como um todo e sim separada de si mesmo. Esse é o tom maior que nos comanda.

Nada é por acaso. Nada te empurra para longe ou para perto, nem mesmo aquela força divina que "quer que você tenha ou não aqueles encontros", muito pelo contrário... A Natureza da qual fazemos parte, ainda que não entendam, é tão sutil e consciente quanto qualquer inteligência humana no mundo... E fora dele.

Não adianta colocarmos culpa em anjos que nossa imaginação arcaica constrói, porque não são. O único 'anjo', o 'único ser divino' que trabalha constantemente em prol ou não de nós, somos nós. A única divindade sagrada, que se enconde 'por debaixo das pedras', dos seres vivos ou não, que 'estais no céu' literal ou não, é o mesmo que se esconde em nós, lá dentro, no fundo do desconhecido humano... Esse é o real, os demais passam.

Não adianta buscarmos fora o que não aceitamos dentro.



Até amanhã.


A Parte que nos Falta

"É ótimo ter dúvidas, mas é muito melhor respondê-las"  A sensação é de que todos te deixaram. Não há mais ninguém ao seu lado....