sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Sol da Manhã...




Conheci a beleza, e era eterna,
Tinha a suavidade de seus olhos,
Tinha o seu perfume.
Conheci o amor,
E estava dormindo
Em plena terça-feira,
Embaixo do edredon...
Com uma voz de criança,
Cheia do dengo,
E pedindo mais amor.
Conheci a arte,
E estava em sua voz,
Com uma rouquidão amena,
Em seu mundo pleno,
Me clamando
Para ser feroz...
Não pude ser.
E conheci a justiça divina,
Em seu ato, em seu sorriso,
Em tua pele.
Tão justa e firme,
Tão jovem e quente,
Que meus olhos imponentes,
Tornaram-se delinquentes,
Ao vir tua pequena mão
Acenando o nada.
Descobri a dor,
Quando se foi,
Quando desligou,
E não me falou.
Fora como se desertos
Se formassem,
Plantações de areia
Me tomassem...
E o mundo acabou.
Mas conheci você...
A medida das curas
Para minhas fraquezas,
A vitória da certeza,
Dos teus olhos,
Dos rios, ventos e mares,
A vitória dos palmares,
Estou de volta ao lar...
de volta a você.

Senhora de Nossos Dias

Esse sentimento quente que aflora nas horas em que tudo se vai e não tem saída. Fica dentro do peito, martelando, reluzindo como um sol, ou espumando como larva quente de um vulcão que, até aquele momento, não existia. É a vida corrente nas águas que se vão, às vezes ocultas, mas existentes em nossa alma, em nossas possibilidades – é a esperança.
E vem de esperar, de conseguir, de levantar ainda que não existam forças, e de amar, mesmo que o coração choroso não acredite no humano, e se tranque em si mesmo com medo, com dor. Vem se sorrir, antes de qualquer ato bruto, violento ao extremo...
Vem de viver. Esse verbo incansável que reluta em trabalhar, se afincar, adentrar em tudo, em nome de algo que o faz caminhar por causas nobres, as quais para alguns são perdidas, sem nexo...
Não, esse sentimento não admite olhar para o chão e sofrer as mazelas até que o sofrimento passe, pois somos dignos, valentes, guerreiros com flechas no peito, com ideais firmes até a morte! Nada nos desanima, nada nos destrói, pois o que nos revela ser mais que outros é esse sentimento – a esperança.
Vamos seguir em frente, vamos trabalhar, tratar o mundo como se fosse nosso, fazer com que a esperança se torne algo concreto, e deixe de ser esperança para ser o mais fantástico ideal realizado por todos – por nós – sem medo de ser feliz, como diria um grande amigo, quando tudo lhe falta, quando não há saída, ou quanto nada mais lhe resta senão dizer... Sou feliz.
Ser feliz... Talvez o maior ideal a ser buscado após seu arquétipo – a liberdade --, o qual domina nossos corações nas manhãs ao levantar, nas tardes, quando trabalhamos, na alvorada, quando sem querer a vemos, ouvimos, sentimos, choramos...
O mais importante, aqui, é realizar, é se deter não somente na palavra – esperança – mas elevar nossas vidas a patamares divinos, concretizando, por meio de atos singelos, tudo que pensamos para nossos filhos, mulheres, família, amigos, como se nada mais houvesse.
Assim, é o homem de hoje, mas o homem sábio do passado tentava harmonizar-se com a vida, com sua natureza interior para que a exterior viesse a ser vencida, e sabia, no entanto, que não era gratuito, ou a pior escolha a se fazer, mas a esperança, esse presente dos deuses, derramado por Pandora, o fez escolher entre a comodidade relativa e felicidade geral da humanidade...
Nós, como sempre, sempre escolhemos a primeira, mas os homens (filósofos) do passado, com suas ferramentas naturais, às vezes uma obra clássica, assoberbada de racionalismos, às vezes em meio a batalhas, defendendo suas ideias, nos deram a capacidade de pensar em nós mesmos através dos tempos, ou mais que isso... Nos deram a Esperança de um dia melhor.


Obrigado, mestre.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Meu projeto, meu ideal: a vez da laje

A casa é de dois andares, no entanto, pedi aos pedreiros que investissem somente no primeiro andar, ou melhor, no teto do primeiro andar. Achei melhor economizar no segundo, que não vai ser preciso, graças a um acordo que fiz com minha esposa, para que não houvesse laje no segundo teto.
Mesmo assim, após quinze anos da última construção, que foi a casa de minha mãe, ainda sinto um arrepio nos ossos só de pensar no dia em que pelo seis pedreiros subiam uma rampa com seu carrinho de mão, e um último a espera no teto da casa, na qual jogaria o cimento que deles viriam.
Um dia que, a meu ver, refletiu um pouco no trabalho de vários indivíduos que davam tudo de si para terminar a quase interminável... Laje – um cimento que se adequava em caixas feitas de tijolos (ou isopor, no meu caso). Agora, na atual casa, na minha, o serviço vai ser, segundo o pedreiro, mais ardiloso, em razão da distância dos carrinhos que vão vir de fora e passarão pela varanda, derramando ou não cimento, os quais serão pegos e despejados em um balde grande, que por sua vez será levado, puxado pelo mestre de obra, que ficará em cima da casa, e lá será feito o despejo... (estou achando que alguma coisa está errada aí...)
Na realidade, acredito ter entendido errado, porque, em razão de ser trabalhoso o ato em si de despejo na laje, tenho a certeza de que a mistura do cimento deve ser feita mais perto do grande balde... Enfim, diante de tudo, e como sempre, tenho a parte que nos faz escrever essas débeis linhas... A parte da essência.
A vontade inegoísta, a parte da essência, é aquela que faz gerar o trabalho, a força, a alegria. Nesse dia, segundo minhas irmãs, será preparado um grande almoço aos rapazes, os quais não podem parar para ver o que comem nem bebem, apenas centralizarem-se naquele espaço, semelhantes a robôs.
Sim, claro, pois, se começarem a sentir o estomago pesar, os olhos caírem, as pernas se flexionarem... Adeus, laje kkkk
Vai ser um dia belo, no qual eu, como o grande supervisor de tudo, assistirei a mais um espetáculo humano, com pessoas simples, senhores de família, adolescentes fortes, ainda sem objetivos claros na vida, mas com muita vontade de fazer o bem, assim como aquele que um dia conseguiu, depois de anos, reconciliar-se com Deus, colocando primeiro tijolo, que seria o primeiro entre milhares, da sua pequena e humilde igreja.

Ah mãe, se a senhora estivesse aqui...

Incansável Essência


A Essência do mundo está ao nosso lado, dentro da matéria,  da alma da matéria. Ali, no fluxo do dia a dia, no qual se vê na expressão do menino que corre, anda, voa ao lado do outro que brinca, sorri e chora; vê-se a essência na loucura bela em fazer o bem, em salvar vidas, em socorrer um homem, em amaro próximo... e, ao passo, na ave que abre e fecha suas asas.
A essência é divina, é universal, é sincrônica, é estática, e ao mesmo tempo ativa. Nesse meio, circula as veias dos deuses, os quais flutuam na negra imensidão dos mistérios do espaço, e do nosso espaço. Aqui e ali, correm cometas, planetas, átomos, células, vidas desconhecidas além-olhos, aquém de Deus.
E agora, nesse instante, penso na morte, uma transmigração e ao mesmo tempo renovação de átomos estáticos que debandam para outro mundo a trabalhar, assim como no inicio, de modo que voltem à vida material.
Assim, era o pensamento de Demócrito, filósofo que teve um fim misterioso em razão de seus pensamentos fortes para a época, que dizia “os átomos compõem o mundo”. Todos, no entanto, acreditavam que o filosofo estaria a falar dos átomos materiais, e estavam certos até certo ponto, pois além deles, falava de outros mais internos, ou seja, de algo que estaria fora de nossas possibilidades de compreensão...
Por isso, a morte misteriosa...
Demócrito, na realidade, dissertava, todo o tempo, de nossa essência. Desse ser que burla o homem , e que ainda o faz de maneira sutil, imperceptível, mas que sabemos quando vem. É um relâmpago em nossos olhos, é um desejo rápido, tal qual um frisson, mas que deixa marcas, e nos revela o pouco que somos.
A essência de Demócrito é a mesma desde o inicio do Verbum (palavra) Divinus, ou antes disso. É aquela que nos diz que estamos corretos nas horas mais angustiantes da vida, e ao mesmo tempo, nos faz refletir acerca de nossa existência, quando estamos nas batalhas pelos deuses concebidas...
A essência fez Marcus Aurélio escrever “Meditações”, fez Platão abrir o mar da ignorância e nos dar todos os seus pensamentos, ainda que sejam difíceis de interpretar, mas o que seria de uma obra se fosse todo o seu pensamento fosse claro e fácil a todos?... A essência fez Aristóteles frequentar durante vinte anos a escola de seu Mestre; deu a Sócrates a verdade em palavras, em atos, e a coragem em nunca negar seus ideais em uma época em que todos estavam já formatados pelos amos da caverna...
A Essência universal nos deu Cristo, Apolônio de Tiana, Lucas, o médico de Almas; nos de Paulo, o formidável cristão; nos dera os grandes homens – romanos, persas, egípcios, -- dos quais se retiram lições de honra e coragem em meio a falta de valores em nosso meio.
E se percebemos essa essência em nós, escrevemos, compomos poemas belos, músicas, serenatas... E se percebemo-la, em nossa alma, acordamos, escutamos as mais belas canções, e quando dormimos, sonhamos com os picos das montanhas mais altas do mundo, escalando-as, como garotos que se deparam com pequenos morrinhos e os sobem, e descem, e caem, mas estão sempre brincando...
E quando nos vamos, a essência se vai, e, após tempos, transmigra, e não deixa de fazer parte do grande universo, no qual se há todas as essências,  e sem estas não há a maior delas: Deus.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Amor no Vazio


Em teu sorriso pequeno
Em teu corpo pleno,
Busco respostas.
Em tuas belas luas,
Pernas nuas,
Lábios desnudos,
Pele crua,
E  em naturas puras,
Ao meu desamor da vida,
busco cura.
Contudo...
Sinto medo de te ter medo,
E parto em busca de teu segredo,
Tão feroz e distinto,
Que, nas águas que sinto,
Me encontro um pouco
E morro em teu abismo.
Assim, mergulho em teu mar,
Imenso, vadio, sombrio,
Obscuro,
Ao passo puro, liso, macio,
Arredio, e um tanto vazio
De tanto amar...
Adeus.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Primeiros passos rumo à Vida

Andar: para o bebê, um processo iniciático.

Quando aprendi a andar -- não me lembro quando --, tenho a certeza de que muitos – assim como hoje, com suas crianças – tiveram a sensação de alivio e ao mesmo tempo coragem advinda de um ser que passara por tudo, inclusive dificuldades de equilíbrio, diferente das crianças que sempre conseguem, por si só, levantarem-se, ou, ao lado do pai e da mãe, com mãos dadas, darem seus  primeiros passos...
No passado, uma enfermidade baixou em mim aos cinco anos, e tudo que havia aprendido tinha se ido, como em um filme a que assistimos, amamos e que nunca nos sai da lembrança...  Mas nada se vai assim, sem deixar rastros. 
O que ficara em mim, antes dos cinco anos, tornou-se um filme que ainda hoje me faz lembrar os dias em que brincava na parte traseira da casa principal, que era feita de madeira clássica,  cujo banheiro, tão longe que se perdia nas matas, nos tirava a vontade de qualquer coisa...
Um filme no qual eu, penso, como protagonista, corria em meio àquele mato todo apenas para chegar ao outro lado do serrado e fazer o que devia, e não devia... – explico – pois havia plantações de feijão e melancia nas quais eu pisava sem saber o que era o quê, apenas pisava, sorria, e corria atrás de borboletas, e quando as pegava amarrava as danadas em uma linha fina de máquina, no meio de sua cabeça, às vezes em sua anteninha.
Assim, amarando a borboleta como se prende um cachorro pela coleira, eu as amarrava pela traseira, apenas para ver suas asas douradas a bater, restritas pela minha mão que segurava o outro lado da linha, sorridente. Eu domesticava as borboletas!
Meus irmãos, no entanto, achavam que eu não deveria brincar nas plantações, porque ali não era lugar. Eu, graças ao meu ouvido de mercador, tão feliz quanto qualquer vendedor de água no Piauí, apenas brincava...
Lembro-me do meu pai, que, antes da segunda parte de minha vida, dava-me brinquedos pequenos, porém inesquecíveis, e não me esqueço de uma girafa amarela, cheia de pintinhas pretas, macia, e que jamais me largava dela! Hoje, em razão disso, vejo e compreendo meu filho e seus dinossauros inseparáveis, haja o que houver!
Antes dos cinco anos, as lembranças não são muitas, mas meus olhos e mentes, quando adentrados nesse caminho em busca de lembranças, encontram seres belos, vidas simples, uma paz imensa, flores, árvores, abraços apertados... Enfim, é como se eu tivesse em dois mundos, no de hoje e naquele mundo, no qual podia tudo, inclusive comer terra inocentemente!...
A Linha Imaginária
Após meus cinco anos, tive que ir várias vezes ao hospital, pois foi constato um quadro de caxumba gravíssimo em mim, de modo que me deixara sequelas eternas. Não gosto de lembrar-me do resto, mas tudo que eu havia aprendido sobre caminhar... Tinha ido como fruta gostosa que nunca mais provaria.
Hoje, ando, corro, subo, desço, mas as sequelas do que houve em meu pobre corpo, faz-me ser um ser restrito a muitas coisas boas, mas a filosofia (o fio de Ariádne) me disse que nada é por acaso, e que temos que agradecer aos deuses por não ter sido pior. E me ensinou mais: que posso muitas coisas, ainda que esteja em meu limite, porém, coisas que superam outras pessoas que acreditam serem melhores em tudo. E acredito nisso, pois já participei de um número infindável de desafios...
Contudo, o maior desafio não é andar, penso. O maior deles é retirar de meus próprios passos, sejam simbólicos ou não, algo no qual possa me referenciar, e nunca desistir, pois mistérios são revelados todos os dias, em função de passos que damos em direções corretas.
Mistérios são como cavernas escuras, das quais muitos fogem, mas outros fazem questão de nelas adentrarem, apenas para saber se há ou não tesouros. A questão é que muitos, a maioria, temem que nessa caverna haja tantos morcegos, que não vale a pena pensar em tesouros, beleza, arte, paz...
Essa caverna somos nós, e os passos que damos são nada mais que nada menos a vontade de saber o que somos, ainda que tenhamos que encontrar morcegos. Mas passados os morcegos, vem a cascata a cair em forma de véu de noiva, do outro lado; vêm os pássaros de todas as espécies, árvores tão verdes quanto qualquer outra já vista; um ar tão puro que nossos pulmões falariam!
Em nome desse estado de bem-aventurança, vamos dar o primeiro passo!

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Identidades, Oceanos e Divindades: fim (?)

"A busca é vã quando se é feita sem amor"

...E essa busca desenfreada por nossa identidade tem seu bônus, o seu ônus, dos quais aprendemos que recuar às vezes é a melhor saída, adequando-nos a uma característica da personalidade que se assemelha ao estado de bem-aventurança, ainda que seja um estado relativo, não absoluto, ou seja, um estado passageiro...
Desse estado, contudo, aprende-se que a natureza nossa de cada dia pede para sermos realmente humanos, fortes, filhos de algo maior, e ao mesmo tempo pai e mãe de nossos erros, mas como eu disse... Em um estado relativo.
E por ser nesse estado uma experiência que pode ser chamada de divina, também podemos nos elevar, buscando ferramentas diárias – em problemas, conflitos, batalhas, guerras; não em solidões desnecessárias, ou acima das montanhas, como fazem os orientais, pois somos ocidentais! – e, entendendo que, por ser uma persona (máscara) todo esse nosso corpo, sensações, emoções, como diriam os gregos, precisamos fazê-lo de um fim para nossos objetivos e ideais.
No entanto, como diria um grande filósofo, o homem atual precisa de elementos mais fortes para vencer a si mesmo, antes mesmo de qualquer batalha. E é vero. Se pensarmos bem, todas as formas de vidas ao nosso redor, por mais incrível que pareça, não precisam ser conscientizadas de sua evolução, ao contrário de nós, que sempre queremos criar algo baseado em nossas egoísticas personalidades, o que retarda o crescimento de um povo, de uma humanidade... E mais que isso: nos tira a condição de humanos, às vezes.

De volta aos SMS
No inicio desses textos acerca de nossa identidade (lá no primeiro), eu disse que não somos nós mesmos, ao enviar uma mensagem de texto, seja em forma de brincadeiras, de seriedades disfarçadas... Pois, na realidade, o que nos faz ser assim, nada mais é que a vontade de ser assim, feliz, alegre, nem que seja por alguns instantes, nem que moldemos máscaras dentro da grande máscara que já possuímos, mas não nos simpatizamos com ela às vezes, então inventamos...
Assim, ao nos sentir “bem”, aceleramos o desafio de ser o que não somos, e continuamos com a brincadeira, contudo, o dedilhar das mensagens pode ser feito em um estado triste, ainda que enviemos algo bom; pode ser alegre, mas preferimos fazer chacotas com o outro que recebe nossas mensagens.
Aqui, vários “eus” são criados e perdidos, e a confusão de identidades se faz de modo que uma carga de adrenalina se infiltra no jovem (ou não jovem) fazendo-o ter a dependência psíquica da coisa.
Há exemplos de jovens em estados psíquicos frios, que se submetem a essas redes sociais, e realmente se prostram a revelar o que há de mal em suas vidas, até mesmo o mais preconceituoso sentimento, o que na maioria das vezes pode causar um estopim, a depender do que se relata acerca das pessoas, da sociedade, do mundo...
Mas há outros que, em meio a essas redes, são firmes em suas convicções, pois foram educados para o bem. Estes, no entanto, podem vir a cair em armadilhas, dentro das quais fica difícil sair, pois a personalidade humana tem uma queda pelo proibido.
Ao ser assim, no entanto, podemos dizer que essa característica também pode ser boa se a colocarmos do ponto de vista filosófico. Ou seja, se temos em nós a natureza de olhar (investigar) o que nos proíbe, podemos descobrir o que nos prende, ou diria Platão, o que  nos faz ficar presos às paredes da grande caverna.
MAS redes sociais não são realidades, são invenções, são brinquedos que são levados a extrema seriedade. Tanto que há pessoas que investem suas vidas em tudo isso, e levam outras a fazê-lo, e assim vem a dependência.
Perguntemos aqui, o que nos faz presos a essas novas algemas.

De volta à busca
Hoje o jovem não busca os clássicos, e nem mesmo sabe por que os clássicos existem. E você que lê esse texto, sabe?
Os clássicos nada mais são que o complemento pela busca humana em conhecer a si mesmo; é o navio que singra em busca de terras melhores a serem habitadas – o nosso espírito; são fontes de sabedoria eterna, nas quais se conhecem mocinhos, vilões, heróis, bandidos, que lutam pelo trono em algum lugar de nossa personalidade – e sabemos quem ganha.
São mais que isso; são textos que se submeteram a idades das trevas e que até hoje gritam em nome do espirito universal, do homem, de sua saga em aventuras nas quais se descobre que aquele herói somos nós, e que precisamos vencer o vilão fora e dentro das histórias...
Pelos clássicos, podemos rastrear e encontrar o caminho a que tanto se referem os sábios, mas para isso, precisamos de um mestre, alguém que nos direcione ao nosso eu verdadeiro, e que  não nos faça radicais, muito menos livre das amarras do mundo, mas conscientes de que não podemos perder nossa identidade apesar dos joguetes humanos, da modernidade estanque, da falta de heróis e referenciais. O mestre seria nosso referencial, nosso farol em meio ao mar de materialismos.
O mestre, se não encontrado, pode vir a ser a parte mais verdadeira do homem, e nela devemos nos basear, pois estamos falando da parte que chega mais próximo do que realmente somos.

E o que somos?
A busca continua!

A Parte que nos Falta

"É ótimo ter dúvidas, mas é muito melhor respondê-las"  A sensação é de que todos te deixaram. Não há mais ninguém ao seu lado....