É o mal sem fim,
é o bem em mim;
deságua com frio,
avalanches,
em rio,
e eu, no cio
em busca de ti.
Desfaz a terra,
donzela sem medo,
em segredo,
a canção, o enredo...
tudo se fora
em capim.
A respirar teu ar,
no balançar de tua árvore,
no cantar de teu pássaro,
em tua brisa suave,
em tua bela nave,
em teu ser que vou.
Que queima em pele,
aprofunda em neve,
torna mais negra a escuridão.
Vai ao espaço velho,
renova tua alma,
mansidão.
Assim sois,
assim tu és,
tão cálida quanto o brio do rio,
mortal como um frio,
que some no fogo,
se vai ao lodo,
à terra,
ao homem, ao todo.
A Tradição não pode ser esquecida. Somos filhos dela, portanto nosso valor está em preservá-la.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
sábado, 19 de dezembro de 2015
Malvada (v)
O Outro Lado da Força
Há muito o que dizer da personalidade, essa selva escura
ainda que o sol lhe bata pela manhã. Não vamos, no entanto, sobreviver das
amarguras que ela nos proporciona, mesmo porque, como já disse, pode ser um mal
necessário, ou mesmo a nossa malvada favorita, a qual nos ensina a lidar com
ela própria, sem que possamos fugir para respirar de sua atmosfera.
E quando falo em atmosfera, olho para o céu, não metafórico,
mas esse céu rico de estrelas dengosas, que vivem sendo elogiadas quando a
noite cai. Não tem como ser diferente, são estrelas, e digo o mesmo quando nos
referimos à nossa persona – é assim mesmo, não tem como ser de outro modo.
Forte, firme em suas convicções – a de confundir os homens – embriagada de
risos, semelhante aos dos vilões, os quais esperam que o mocinho apareça só
para dizer.. “Era você quem eu esperava!”...
Essa é a persona, um vilão, ou melhor, uma vilã quando
percebida, uma mocinha quando domada, um dragão quando aborrecido, ou quando
descobertas suas entranhas malditas. Um monstro quando seus mistérios se
revelam a céu aberto, com pretensões humanas em realizar algo.
Não por isso, deixaremos de ventilar um pouco acerca de sua
natureza, que, como dimensões se adentram nesse veículo etérico do homem,
também se adentram em vários sistemas de nosso universo, ou melhor dizendo,
revelando em qualquer ser o seu modo de ser, de estar.
No universo, não sabemos, mas opinamos, baseados na tradição,
que há elementos não somente etéricos – o corpo do planeta, das estrelas, dos
astros em geral, mas a parte emocional, intuitiva, astral... intelectual – principalmente
essa última – como pontos relevantes nos átomos formadores do cosmos. Não tem
como negar.
No homem, a parte emocional se revela como a parte
responsável por captar as coisas mais simples, reais e belas, como tudo que nos
faz bem. A intuitiva, de uma natureza dimensional que capta a razão do Uno, e
isso é muito mais forte nas mulheres. A inteligência, mais nos homens,
singulariza uma característica quase terrena por perceber fatores mais sintéticos,
como planejamento, organização, informação, enfim, a inteligência, por mais
incrível que pareça, tem a possibilidade de errar na frente da intuição.
Há um fator, no entanto, que deixemos esse parágrafo
solitário somente para falar dela.. da Vontade. Essa lanterna que clareia as
ambições e as torna objetivos, os quais, clareados por ela, se transformam ideais...
E estes, em caminhos que integram o homem dentro de uma realidade natural não
criada, ou seja, uma realidade que se sobrepõe aos quesitos anteriores.
O homem, em si, possui todos os elementos universais. Do mais
ínfimo átomo, ao mais complexo dele – e isso fisicamente. Possui, também, o
mais interno, invisível, indivisível átomo ao qual se referia Demócrito
(filósofo grego). Falava o mestre acerca de outro tipo de átomo... Aquele que
se resguarda no íntimo do universo, que
o faz andar, trabalhar, antes do aparecimento do átomo físico...
É o mesmo átomo grandioso, a que se referia os grandes
filósofos quando falavam do inicio do universo, ou seja, poderiam falar até
mesmo dos deuses... Estes aos quais “perambulam” na terra, no ar, na água, no
fogo, de modo a seguir, em sincronia, a toda forma de harmonia do todo.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2015
A Malvada (iv)
Percepções Coletivas
Há 30 anos, perdíamos a esperança
de um início de um governo melhor, após mais de vinte anos de Ditadura. Tancredo
Neves, um dos maiores políticos da História do país, morria vítima de uma
provável infecção hospitalar. A comoção foi total; e eu, um pequeno ser que
acompanhava de olhos abertos, pela televisão, todas as notícias referentes ao
caso, chorava como criança...que eu era.
Mas eu não sabia de patavina
nenhuma, ou melhor, nem de patavina nenhuma eu sabia! Minha cabeça estava
voltada a jogos de futebol de criança, de brincadeiras na terra, de carrinhos
de rolimã – o que hoje me dá uma saudade, quando passo pelas ruas vazias de
minha cidade --, enfim, meus miolos só estavam presos à televisão pelo fato de
todos, além de minha sensível mãe, também estarem! Era, no mínimo, estranho...
E depois de várias notícias sem esperança
alguma, as quais minuciavam seu esmorecimento, veio o pronunciamento da notícia
(menos) esperada... “O senhor Tancredo Neves, presidente eleito da República
Federativa do Brasil, acaba de falecer”. Muitos diziam que ele já o tinha há
muito tempo, só era uma questão de coragem por parte da assessoria dele, a
qual, por motivos políticos, preferiu postergar o enunciado sombrio.
Todos foram ao chão; choravam,
caíam, outros se suicidavam, mais alguns se abraçavam, e eu, que não sabia de
nada, ao vir aqueles parentes, amigos, mulheres desconhecidas, sem falar em
bebês de colo... por que não choraria? Foi um momento que, mais tarde, me
questionei.. “Por que eu senti tanta a partida daquele ser, se eu mesmo nem
sabia quem era ele? Por que muitos o fizeram da mesma forma, ainda que adultos?”..
Depois de muitos anos, quando
cresci, percebi, dentro de uma linha junguiana,
que estávamos a passar pelo chamado inconsciente coletivo. Este, reflexo de uma
necessidade fomentada na semântica humana, quando focada em algo, como a
miséria, trabalho, tristeza, alegria... vem como uma grande alma, embriagando a
todos.
Sei que as explicações são vagas, mas não há outro meio explicativo. Falemos de outro.
Outro exemplo interessante
ocorreu na Itália, em 1917, quando três crianças viram uma santa prostrada
acima de sua cabeças, como se em uma montanha estivesse. Era o chamado o
Segredo de Fátima. Ali os pequenos a escutaram e revelaram mais tarde aos papas o
que a Santa queria. Tudo envolto a um sistema que, a época, estava mais que
desestabilizado politicamente; estava sucateado humanamente, ao ponto de uma
grande necessidade interna se sobrepor ao concreto.
Era o inconsciente coletivo. Da
grande necessidade psicológica de uma solução, o inconsciente se formou. A
miséria na maioria, a luxúria em excesso a poucos, a indignação, tudo, de uma
forma contundente, se fez, se elevou e “concretizou-se” em uma grande imagem...
da Santa.
É possível? Não sei. Sei apenas
que seria muito de nossa (minha) parte acreditar que há um deus cansado das mazelas
humanas, e que nos envia uma santa, com fins de nos ameaçar com segredos misteriosos,
como se já não tivéssemos passado anteriormente por perturbações terríveis antes da aparição!
É a força da personalidade, desse
dragão misterioso, do qual nada sabemos, mas que, por se tratar de um quase
patrimônio nosso, tentamos compreender com nosso olhar sutil e ao
mesmo tempo singular. Isso, no entanto, não é o suficiente para que sejamos
experts em personas, pois, se ainda duvidamos de seu poder, e colocamos culpa
em deuses e demônios; é porque estamos ainda engatinhando na terra nada fértil
da ignorância.
É a força de um segundo ser, que
nos assombra de modo individual ou coletivo, e nos revela, com faces mil, o que
somos e o que deixamos de ser. E dentro dessa meia premissa, dessa má esculpida
face, que buscamos nossos caminhos, nossas reais pontes, nossa luz. Não há
outro meio.
Vamos, com nossa parca visão
acerca do ser, do que realmente somos, tentar visualizar a saída da boca, a luz
real que nos aguarda fora desse corpo, dessas emoções, dos nossos desejos.
Tentar já é um passo fundamental para quem acredita que somos donos de nós
mesmos. Para sê-lo, no entanto, deve-se ter a certeza de que somos o que está
além disso, desse monstro – a personalidade.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2015
Malvada Favorita (iii)
O oceano dentro do pingo
![]() |
| Um mergulho no pingo |
Vamos “baixar a bola”, como diz
no ditado popular, significando “vamos por os pés no chão; ser mais humildes”...
e impedir que nosso assunto se resvala pelo ralo...
A personalidade pode ser
entendida na prática como aquela que nos sintoniza com os mundos físico,
astral, intuitivo, intelectual, psicológico, enfim, até mesmo com o espiritual,
ou seja, é ela que se faz de ponte entre tais subcorpos, que, percebidos por
uma dor, por uma atenção, percepção ou mesmo uma ligação entre todos esses
subcorpos e um elemento mais sutil, se revela útil ao homem.
Na maioria das vezes, no entanto,
para dizer a verdade, noventa e nove, vírgula nove, por cento das vezes,
sintonizamos o papel da personalidade sem saber, o que nos torna mais volúvel a
ela e ao que pode nos fazer. Quando eu digo “pode-nos fazer”, estou falando de
dentro dela, mas com um foco mais centralizado, ou melhor, ilustrando, estou
dentro do grande monstro, mas observando a saída pela sua boca.
A intenção daquele que conhece a
persona nada mais é que sobreviver a ela, não matá-la, como pede uma
ocultista... (“mate a personalidade!”), não é isso, mesmo porque teríamos que reencarnar
milhares de vezes para fazê-lo, o que demandaria uma reeducação em nossos
princípios... Por isso, nossa maneira de sanar nossas configurações humanas não
é eliminando o monstro, mas domando-o...
Sei que muitos ocultistas são
contra tal premissa, pois sabem que a personalidade engana e destrói, porém há
filósofos tradicionais que nos ensinam a lidar com ela, pois sabem que, sem
ela, não há ponte, não há caminho, nada. E desde o primeiro livro de filosofia
até o mais atual, pretende-se domar tal monstro, seja por meio de pequenos argumentos
ou grandes, que nos elevam, transformam e nos fazem identificar com ela. Sabem
eles que o pingo está no oceano, mas o oceano também está no pingo!
quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
A Malvada Favorita (ii)
Processos Personalísticos
Explicando melhor a personalidade...
Ela, em termos filosóficos, seria um conjunto de subcorpos que estão como parte
do individuo, como uma série de elementos naturais, os quais estão no homem,
não somente, mas também, em qualquer espécie viva – no sentido perceptível da
questão, e em outras que são subjugadas como não vivas.
Explico. Tais elementos internos,
com características que variam de ser para ser, seriam como dimensões cósmicas,
e não deixariam de se alocar no homem, o qual, por natureza evolutiva, deve
levar tais elementos personalisticos, a quase se materializarem em seu
comportamento, em suas falas, etc.
Ao contrário dos animais, que os
têm (tais elementos personalisticos), o homem possui o livre arbítrio, o qual,
por processos evolutivos, transforma a personalidade em algo maior ou menor, a
depender de seu uso. Assim, a personalidade, como “objeto” necessário ao ser
humano, pode sintetizar-se em ponte ao seu ideal, objetivo, projeto... enfim,
consecuções materiais ou psicológicas, ou descer aos infernos dela,
revelando-se tão frágil em seu autoconhecimento, como em progredir, em evoluir
dentro de um universo que o espera há milênios.
Por quê?
É uma pergunta interessante...
Ainda que saiamos pela tangente com a seguinte máxima “É bom para crescer”.
Sim... O mal, a depender do seu nível, nos serve para desenvolver mentalidades,
experiências, amadurecimento, ainda que não queiramos. A questão é que sempre
apostamos no real crescimento, isto é, do sofrimento que nos leva a conhecer um
pouco mais de nós, pelas dores. E nos conhecendo... conhecemos o próximo.
Contudo... estamos em uma época
em que gerações sofrem pelos sistemas, ou melhor, em uma época em que não se há
uma personalidade histórica para entender o próprio processo. Tudo isso
simplesmente porque o núcleo disso tudo – o homem – não aprendeu a lidar com os
pequenos ciclos naturais porque ele mesmo passa.
Continua...
terça-feira, 15 de dezembro de 2015
Personalidade: a Malvada Favorita
máscaras gregas: nossa personalidade.
Vamos deixar de falar sobre os
mitos um pouco, e partir para algo mais familiar. Vamos discorrer acerca de
nossa persona, máscara, a qual
possuímos como se ela fôssemos, ou melhor, como se nada pudesse dela nos
separar. E não podemos há de convir. Pois embebido de seus dissabores, de suas
dores e desalentos, morremos e vivemos a cada instante em nome desse fantasma
concreto que nos aprisiona, nos tortura e nos ilude ao que vemos e ouvimos,
simplesmente por que somos seus escravos, até a morte.
Falar da personalidade é recorrer
ao nosso meio, a nossas ações, às nossas opiniões, aos nossos atos. Mas também
é recorrer aos nossos objetivos, ideais, mesmo porque ela, a persona, nada mais
é que uma grande ponte que nos separa da sabedoria, nos deixando, na maioria das
vezes, na escuridão da ignorância.
É por isso que, no início, quando
falei do monstro, falava desse ser oculto e ao mesmo tempo tão opaco quanto à
noite, o qual nos revela seus planos de destruição sem que possamos fazer algo
para evitar... Se não tivermos as ferramentas para tanto, claro. Enfim... O que
é a personalidade?
Vulgarmente, ou popularmente, Personalidade é o conjunto de características psicológicas
que determinam os padrões de pensar, sentir e agir, ou seja, a individualidade pessoal e
social de alguém*, quer dizer, dentro do âmbito psicológico da questão, podemos
dizer que a persona nada mais é do que aquilo que nos define, para o mal ou
para o bem...
Contudo, em estudos a partir de filósofos clássicos, como Platão, Plotino,
Pitágoras, podemos repensar esse conceito. Todos eles tinham em vista um ser
que se apoderara de nós em nascimento, até o desprendimento pos-morten. Tal
ser já estaria com características próprias com fins de amadurecimento, com
vistas ao que jaz em nosso mais intimo ser.
A personalidade, dessa forma, já teria, ao contrário do que pensam os
psicólogos, uma missão, a de encontrar o livre arbítrio, e dentro dele a linha
imaginária que separa o bem do mal. Delineando melhor... A persona seria o
acúmulo de causas e consequências que somamos e dela vivemos, da forma mais
prática possível.
Continua...
sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
Artur. O Mito que Chama (fim)
O Sol que nos falta brilhar
Hoje, ao me levantar, procurei Artur em mim, esse rei que se
alimenta de nossos ideais. Mas não o encontrei. As damas de Avalon o tinham
levado, em uma barca imensa, com seu peito ferido da batalha que havia travado
com seu oposto, o filho bastardo com sua irmã, Morgana. Porém, antes de procurá-lo,
pensei em uma frase de um mestre que há muito fez parte de minha vida, e que só
hoje, nesse tenro acordar, tive a grande oportunidade de entender o que me
dizia, há mais de quinze anos... “Se procuras Deus, mas já o tem em suas
possibilidades, não precisa procura-Lo, pois já o tens por completo”.
Eu procurei Artur, não o tinha visto ante ao meu caminhar
claudicante da manhã, mas ao me lembrar do que o mestre havia dito, lembrei-me,
mesmo não “vendo” em sua forma mítica; eu já o tinha... E por isso, relembrei
de minhas tentativas vãs de lidar com as pessoas, de me assentar a
personalidade vazia, com o propósito final de ser um pouco melhor, todos os
dias. Por que isso?
Era Artur a bater na porta de minha Alma, a bela Guinevere, a
qual tinha se ido após se apaixonar por Lancelot, o cavaleiro que nascera para
ser apenas o salvaguarda do Rei, mas que representa em mim a vontade, com sua
espada, Excalibur, por meio de meus atos, antes esquecidos, mas agora
lembrados, em função dessa busca, enraizada em preceitos clássicos... A
melhorar um pouco como humano. Não como Deus.
Contudo, em razão das intempéries e das turbulências que
encontramos com fins de provocar Guinevere, Lancelot fica abalado, se distrai e
não tem, por segundos preciosos, a visão de Artur, o qual o aguarda em seu
trono dourado. Ali, ao seu lado o graal, a potencialidade maior do homem que
chegou ao cume da maior montanha que se pudera alcançar; ali, com sua simples
borda, cheia de água pura, com sua astralidade divina, a taça que passara pelos
mestres, irradia a fé na terra, nos homens, nos ciclos.
O graal, por assim dizer, deve sempre estar ao lado do
homem-consciência, daquele que alcançara o número cinco, ou seja, que
tangenciou todas as formas de natureza do homem comum e alcançou o mistério
maior, e dele vive. Nada mais belo que isso.
O UM
Sabemos que o universo é um, que todas as formas atômicas,
quando descobertas, têm sempre uma finalidade, a de completar a próxima. Sabe-se
que não há qualquer forma que não esteja fora dele, do Uno, nem mesmo a mais
complexa, pois seria falar de um corpo cuja natureza não tivesse algo com
qualquer membro interno ou externo.
E o Universo, como um corpo, precisa se comunicar com o seu
centro, com vistas a equilibrar seus “órgãos”, como uma regência imensa, no
meio do nada, incriada, perfeita, que, por meio de nossos olhos, se passam, mas
se escondem quando devem se esconder. O que não significa que não existe.
O centro do nosso universo é Artur. Sem ele não há equilíbrio,
não há harmonia, nem o porquê de nossas estruturas sejam elas físicas ou
emocionais de viverem. Por ele deve-se viver, falar, sonhar, ainda que nossa
vontade esteja com seus sonhos corrompidos por Guinevere, que se apaixonou pelo
efêmero.
Ela, ainda que leve tempo, irá acordar no meio daquela selva,
juntamente com Lancelot, entenderá que a espada ainda corta, é implacável, e
ainda sustenta o sangue das antigas batalhas travadas em nome do belo, bom,
justo e verdadeiro, e por isso teremos a esperança de que ela irá atrás de
Artur no momento certo, o qual acordará e dirá “A humanidade agora está pronta
pra mim”.
Levará tempo. Muito tempo. Mas Artur estará tão concreto em
nós quanto o sol que nos ilumina todos os dias.
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